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Parques urbanos de Fortaleza mobilizam grupos em defesa de áreas verdes

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Movimentos sociais e iniciativas de educação ambiental seguem atuando na defesa dos parques urbanos de Fortaleza no momento em que a capital cearense completa 300 anos, em meio a críticas sobre especulação imobiliária, falta de manutenção e pressão sobre áreas verdes. De acordo com informações da Eco Nordeste, grupos como o Vem Passarinhar CE e o Movimento Proparque mantêm ações de ocupação, sensibilização e cobrança do poder público na cidade.

O texto relata uma atividade realizada na manhã de 28 de fevereiro de 2026 no Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, quando cerca de 20 pessoas participaram de uma trilha de observação de aves promovida pelo projeto voluntário do Instituto Retriz. A proposta, segundo a reportagem, é aproximar os fortalezenses da fauna e da flora presentes nos remanescentes naturais da capital, reforçando o papel dos parques como espaços de preservação e convivência urbana.

Como os parques urbanos de Fortaleza têm sido ocupados pela sociedade civil?

Segundo a reportagem, o Vem Passarinhar CE realizou sua segunda edição do ano no Parque do Cocó, descrito como o maior parque natural em área urbana do Norte e do Nordeste e o parque estadual mais visitado do Brasil. Mesmo com chuva, o grupo percorreu trilhas durante cerca de duas horas, observando espécies como anus-pretos, patos-do-mato e surucuás-de-barriga-vermelha.

A bióloga Cecília Licarião, presidente do Instituto Retriz e uma das fundadoras do projeto no Ceará, afirmou que a iniciativa amplia a percepção sobre a biodiversidade local. Em um dos trechos reproduzidos pela reportagem, ela diz:

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“O Vem Passarinhar abre as janelas da percepção sobre a nossa biodiversidade. Afinal, todo mundo tem história com um passarinho”

De acordo com o texto original, Fortaleza abriga 27 parques urbanos distribuídos em 32 bairros. Desses, 14 são parques de lagoas e cinco são parques lineares. Ainda segundo a publicação, 26 são geridos pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, enquanto o Parque Estadual do Cocó está sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Por que o Parque do Cocó aparece como símbolo dessa mobilização?

O parque é apresentado como uma referência por reunir estrutura de acesso e visitação, com mais de dois quilômetros de trilha, fácil localização, estacionamento, banheiros e oferta de serviços no entorno. A reportagem aponta que essas condições ajudam a atrair um público rotativo e a formar novos participantes engajados na pauta ambiental.

Cecília Licarião também destacou o alcance diverso da atividade, com presença de crianças, idosos e pessoas autistas. Em outro trecho citado pela Eco Nordeste, ela comentou:

“Pela localização do Parque do Cocó, o nosso público é muito rotativo. Em todas as edições aparecem pessoas novas, que acabam virando ‘soldados da natureza’”

Além do encontro no Cocó, a reportagem informa que integrantes do grupo registraram aves em outros espaços da cidade e do estado, incluindo:

  • Parque Rachel de Queiroz
  • Lago Jacarey
  • Parque da Liberdade – Cidade da Criança
  • Centro Administrativo do Cambeba

Esses registros, segundo o texto, ajudam a transformar fotografias e observações em instrumentos de educação ambiental e de mapeamento de novas populações de aves em Fortaleza.

Quais críticas os movimentos fazem à gestão dos parques em Fortaleza?

A reportagem também destaca cobranças sobre manutenção, segurança, gestão e planejamento dessas áreas. Cecília Licarião avaliou que os parques têm potencial, mas enfrentam limitações de infraestrutura e de investimento. Em fala reproduzida pela publicação, ela afirmou:

“A gente tem parques urbanos com grande potencial, mas a gestão dos parques passa por uma miopia”

Entre os pontos mencionados por ela estão a falta de mobiliário, sinalização mais atrativa, torres de observação e plataformas suspensas para o período chuvoso. A avaliação é de que a experiência dos visitantes e a valorização da biodiversidade ainda podem avançar.

Já a cofundadora do Movimento Proparque, Luísa Vaz, disse à reportagem que a mobilização social em torno dos parques já foi mais intensa em Fortaleza e associou a redução desse engajamento à falta de resposta do poder público. Ela afirmou:

“Eu considero a situação dos parques municipais uma lástima. Faltam manutenção, segurança, gestão e plano de manejo”

Qual é o histórico do Movimento Proparque na capital cearense?

Conforme a Eco Nordeste, o Movimento Proparque surgiu em 1995 e teve papel importante na proteção do Parque Rio Branco, no bairro Joaquim Távora. Na época, Luísa Vaz e Ademir Costa denunciaram o despejo de entulho no local por caminhões da construção civil, registraram irregularidades e mobilizaram moradores da região.

Três décadas depois, o grupo é descrito na reportagem como uma frente comunitária de defesa ambiental urbana em Fortaleza. O texto aponta que a atuação acumulou embates com a Prefeitura e com pessoas interessadas em usar o parque para outros fins. A discussão sobre os parques, assim, aparece ligada não apenas ao lazer e à educação ambiental, mas também à permanência e à proteção dessas áreas diante das transformações urbanas da cidade.

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