Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin no governo Jair Bolsonaro e ex-deputado federal, teve sua situação nos Estados Unidos discutida pela Polícia Federal em reunião com o ICE em 16 de abril. Segundo o relato publicado, o encontro tratou da condição migratória de Ramagem, preso dias antes em Orlando, na Flórida, e depois liberado por decisão administrativa enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo político. De acordo com informações da Revista Fórum, a PF buscou reforçar junto às autoridades americanas a possibilidade de deportação do ex-parlamentar.
O caso envolve também a situação judicial de Ramagem no Brasil. Conforme o texto original, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada às eleições de 2022 e passou a ser considerado foragido após deixar o país. Ainda segundo a publicação, o governo brasileiro tenta sustentar que ele não se enquadra nos critérios para obter asilo político nos Estados Unidos.
O que a PF discutiu com o ICE?
A reunião entre a Polícia Federal e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos ocorreu com o objetivo de tratar diretamente da situação de Ramagem em território americano. De acordo com interlocutores da PF citados pela reportagem, o órgão dos EUA informou que a soltura do ex-deputado ocorreu por uma decisão administrativa.
Isso significa, conforme o relato, que Ramagem poderá permanecer em liberdade enquanto o pedido de asilo político estiver em análise. A expectativa de autoridades brasileiras era de que a detenção por irregularidades migratórias pudesse acelerar seu retorno ao Brasil, mas a liberação ocorreu antes da reunião.
Qual é a situação judicial de Alexandre Ramagem no Brasil?
Segundo a matéria, Ramagem foi condenado pelo STF por participação na tentativa de golpe de Estado e pelo uso da estrutura da Abin para monitoramento ilegal de adversários políticos, no caso que ficou conhecido como “Abin paralela”. Após a condenação, ele teria tido o mandato cassado e o passaporte diplomático revogado.
A publicação informa ainda que, para a Polícia Federal, Ramagem deixou o Brasil em 2025 de forma clandestina, atravessando a fronteira entre Roraima e Guiana com apoio de organização criminosa ligada ao garimpo ilegal, antes de seguir para os Estados Unidos. O texto não apresenta manifestação da defesa dele.
Como ocorreu a prisão de Ramagem nos Estados Unidos?
De acordo com o conteúdo original, agentes do ICE prenderam Ramagem na segunda-feira, 13 de abril, em Orlando, por irregularidades migratórias. Ele foi levado a um centro de detenção no condado de Orange, onde permaneceu por dois dias até ser liberado.
A reportagem aponta que a soltura ocorreu antes da conversa entre autoridades brasileiras e americanas. Com isso, o processo passou a girar em torno de dois caminhos possíveis: a deportação defendida pelo governo brasileiro ou a concessão de asilo político pleiteada por Ramagem.
- Reunião da PF com o ICE em 16 de abril
- Prisão de Ramagem em 13 de abril, em Orlando
- Liberação por decisão administrativa
- Pedido de asilo político em análise nos EUA
- Esforço do governo brasileiro para reforçar a deportação
O que pode acontecer a partir de agora?
Segundo a reportagem, o governo brasileiro já havia formalizado um pedido de extradição em 2025 e agora prepara novo relatório com informações e provas para sustentar às autoridades americanas que Ramagem deve ser deportado. A estratégia, de acordo com o texto, é rebater a alegação de perseguição política usada no pedido de proteção.
Após ser solto, Ramagem publicou vídeos em redes sociais nos quais atacou a Polícia Federal e agradeceu à gestão do presidente Donald Trump pela liberação. Como se trata de referência indireta feita pela reportagem, sem transcrição integral das falas, não há reprodução de aspas diretas aqui.
Se o pedido de asilo for negado, a tendência indicada pela publicação é que Ramagem seja deportado ao Brasil para cumprir a pena imposta pelo STF. Enquanto não houver decisão final das autoridades americanas, ele poderá permanecer em liberdade nos Estados Unidos, o que mantém aberto um impasse jurídico e diplomático em torno de um nome ligado ao bolsonarismo que deixou o país após condenação.