Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apresentou resultados do projeto de cooperação para a gestão do Aquífero Guarani durante um workshop da Unesco em Paris, na segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026. O evento destacou a importância do Plano de Ações Estratégicas (PAE 2025) para o Sistema Aquífero Guarani (SAG), que envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Quais são os objetivos do Plano de Ações Estratégicas?
O plano visa estabelecer diretrizes para a gestão transfronteiriça do aquífero, com ações para cumprir os objetivos do Acordo do Aquífero Guarani. Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e apoiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Brasil lidera a articulação para um novo pedido de financiamento ao GEF para implementar o plano.
Qual é a situação atual dos aquíferos?
Durante o evento, Maluf destacou o relatório “Falência Hídrica Global” da Universidade das Nações Unidas, que alerta sobre o consumo de água superando a capacidade de regeneração. O estudo revela que 70% dos aquíferos subterrâneos estão em declínio e que 4,4 bilhões de pessoas enfrentam escassez de água anualmente.
“É preciso preparar as nossas cidades. Hoje, importantes cidades do Brasil utilizam águas dos aquíferos tanto para o consumo humano quanto para atividades econômicas”, enfatizou o secretário.
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Qual é a importância do Aquífero Guarani?
Com 1,2 milhão de km² e capacidade para armazenar 160 trilhões de litros de água, o SAG é o maior reservatório transfronteiriço da América do Sul, abrangendo áreas de oito estados brasileiros. O encontro na Unesco reuniu projetos estratégicos globais para fortalecer a gestão de águas transfronteiriças, integrando águas subterrâneas e superficiais.
Fonte original: Ministério do Meio Ambiente
