O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 575,3 milhões para a ALD Bioenergia Deciolândia ampliar sua planta de etanol de milho em Nova Marilândia, no Mato Grosso. O financiamento foi destinado ao projeto de expansão industrial da unidade, com recursos aprovados por meio do Finem, do Fundo Clima e da linha BNDES Máquinas e Serviços, principalmente para aquisição de equipamentos. De acordo com informações da Megawhat, a medida busca viabilizar o aumento da capacidade de processamento de milho e da produção de etanol da empresa.
Segundo os dados informados, a companhia obteve aprovação de R$ 359,5 milhões via financiamento do Finem e do Fundo Clima, além de R$ 215,8 milhões em limite de crédito da linha BNDES Máquinas e Serviços. Os valores serão usados no avanço da estrutura industrial da planta, com foco na compra de máquinas e equipamentos ligados ao projeto.
O que muda com a ampliação da planta de etanol de milho?
Com a expansão, a capacidade de processamento de milho da unidade deve passar de 335 mil para 900 mil toneladas por ano. Já a produção de etanol está prevista para subir de 150 milhões para até 400 milhões de litros por ano, conforme as informações divulgadas pela fonte original.
O projeto também deve ter reflexos em outros produtos da operação industrial. O texto informa aumento nas produções de óleo de milho e de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDGs, coprodutos associados ao processamento do milho para produção de biocombustível.
- Processamento de milho: de 335 mil para 900 mil toneladas por ano
- Produção de etanol: de 150 milhões para até 400 milhões de litros por ano
- Ampliação da produção de óleo de milho
- Aumento da produção de DDGs
Quem é a ALD Bioenergia Deciolândia?
A ALD Bioenergia Deciolândia, de acordo com o texto original, é resultado da união de 24 produtores rurais. A empresa é uma extensão da Cooperativa Agroindustrial Deciolândia, a Cooad, localizada na região de Diamantino, no Oeste de Mato Grosso.
A operação industrial da companhia começou em 2021. Com o novo financiamento anunciado pelo BNDES, a empresa avança em um projeto de ampliação da planta já em funcionamento, voltado ao aumento de escala da produção de etanol de milho e de seus coprodutos.
Como o financiamento foi estruturado pelo BNDES?
O apoio financeiro foi dividido em duas frentes. A primeira reúne R$ 359,5 milhões aprovados por meio do Finem e do Fundo Clima. A segunda corresponde a R$ 215,8 milhões em limite de crédito da linha BNDES Máquinas e Serviços, descrita no texto como destinada principalmente à aquisição de equipamentos.
Com isso, o financiamento combina recursos para a expansão industrial e crédito voltado à modernização e compra de bens necessários à ampliação da planta. O anúncio reforça a participação do BNDES em investimentos ligados à cadeia de biocombustíveis, neste caso com foco específico no etanol produzido a partir do milho em Mato Grosso.