A guerra no Irã pode trazer consequências duradouras para a indústria de combustíveis fósseis, segundo o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol. Ele afirmou que o conflito está acelerando a transição para as energias renováveis, a energia nuclear e a eletrificação, em detrimento da demanda por petróleo. De acordo com informações do OilPrice, essa mudança ocorre em meio a uma crise de petróleo em que o Brent está cotado acima de 105 dólares por barril, com a oferta física ainda restrita.
Como a guerra no Irã está impactando a segurança energética?
Birol afirmou em entrevista ao The Guardian que a confiança na segurança dos combustíveis fósseis foi permanentemente abalada. Países afetados pelas interrupções no Estreito de Ormuz estão repensando o quanto de risco geopolítico aceitarão em seus sistemas de energia. Segundo ele, essa percepção de risco e confiabilidade deve passar por revisões, com governos reavaliando suas estratégias e ampliando o investimento em renováveis e energia nuclear.
Quais são as previsões para o mercado de energia?
O chefe da IEA comentou que a principal consequência será uma mudança permanente nos mercados globais de energia, com uma redução nos principais mercados para o petróleo. A transição para um futuro mais eletrificado tende a se fortalecer. Birol também alertou o Reino Unido sobre seus planos de perfuração no Mar do Norte, argumentando que não trariam benefícios imediatos e não seriam significativos para atenuar a atual crise.
Como outras instituições estão reagindo à crise atual?
Enquanto a IEA foca em estratégias de longo prazo, instituições financeiras como a JPMorgan acreditam que os preços do petróleo podem precisar subir ainda mais para causar uma destruição adicional da demanda. Já a Goldman Sachs estimou que a produção de petróleo do Golfo caiu 57% em comparação aos níveis anteriores à guerra.