O Banco do Brasil vai neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). O evento terminou no domingo, 29 de março de 2026, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. A medida foi anunciada pela própria instituição financeira com o objetivo de compensar o impacto ambiental do encontro internacional.
De acordo com informações da Agência Brasil, o banco neutralizará entre 2,5 mil e três mil toneladas de carbono geradas durante a conferência.
Como o Banco do Brasil vai compensar as emissões da COP15?
A compensação será feita por meio de créditos de carbono provenientes de projetos de energia renovável mantidos ou financiados pelo Banco do Brasil. Esses créditos são certificados no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
A estimativa de emissões considera o transporte dos participantes, o consumo de energia e a estrutura montada para o evento, que reuniu cerca de duas mil pessoas de diferentes países.
Qual foi o objetivo da COP15 realizada em Campo Grande?
Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o encontro teve como foco discutir ações globais para proteger espécies migratórias e seus habitats. Participaram representantes de governos, cientistas e organizações da sociedade civil.
O Banco do Brasil informou que seus projetos ambientais já evitam a emissão de cerca de 3,6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano.
As espécies migratórias, como aves, peixes e mamíferos, dependem de rotas naturais que podem ser afetadas pelas mudanças climáticas. Reduzir e compensar emissões em grandes eventos é considerado uma forma de alinhar o discurso ambiental com a prática concreta.
Quais são os números do Banco do Brasil em preservação ambiental?
Além da compensação da COP15, a instituição apoia a preservação e recuperação de aproximadamente 1,4 milhão de hectares de áreas naturais. A meta é chegar a dois milhões de hectares até 2030.
As iniciativas do banco incluem reflorestamento, agricultura de baixo carbono e geração de energia renovável. Esses projetos são considerados fundamentais para conter o avanço das mudanças climáticas.
A neutralização de carbono consiste em equilibrar as emissões com ações que removem ou evitam a liberação dos gases na atmosfera. No caso dos créditos utilizados, o foco está em projetos de energia solar que substituem fontes poluentes.
A decisão do Banco do Brasil reforça o engajamento do setor financeiro brasileiro na agenda climática internacional, especialmente em eventos realizados no país. A COP15 tratou da proteção de espécies migratórias e aprovou a inclusão de mais de 40 espécies em regras de proteção, além de maior salvaguarda para animais como bagres gigantes da Amazônia e ariranhas.
