Ucrânia e Rússia retomaram nesta segunda-feira, 13, os ataques noturnos com drones após o fim de uma breve trégua decretada por causa da Páscoa Ortodoxa. Segundo os dois países, a pausa foi marcada por acusações mútuas de violações, e os bombardeios voltaram logo depois do encerramento do cessar-fogo, em meio à continuidade da guerra iniciada com a invasão russa do território ucraniano em fevereiro de 2022.
De acordo com informações da CartaCapital, com informações da AFP, a Força Aérea ucraniana afirmou que a Rússia lançou 98 drones contra seu território, dos quais 87 foram abatidos. Do outro lado, o Ministério da Defesa russo informou ter interceptado 33 drones ucranianos.
O que aconteceu após o fim da trégua?
O retorno dos ataques ocorreu depois de uma breve interrupção motivada pela Páscoa Ortodoxa. Embora o cessar-fogo tenha sido anunciado, os dois lados relataram descumprimentos durante o período. As acusações envolveram centenas de ataques de artilharia e com drones, além de operações de infantaria, segundo os relatos citados na reportagem original.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, aceitou a trégua proposta pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas afirmou que seu país responderia “de maneira imediata” a qualquer violação por parte da Rússia. No sábado, Zelensky também disse ter proposto a Moscou uma extensão do cessar-fogo, por considerar que essa seria a medida “correta”.
Quais números foram divulgados pelos dois países?
As informações apresentadas por Kiev e Moscou mostram versões oficiais sobre a retomada dos confrontos aéreos. A Ucrânia declarou ter enfrentado quase uma centena de drones russos durante a noite. Já a Rússia afirmou ter barrado dezenas de drones ucranianos.
- Ucrânia: 98 drones russos lançados, segundo a Força Aérea ucraniana
- Ucrânia: 87 desses drones foram abatidos, de acordo com Kiev
- Rússia: 33 drones ucranianos foram interceptados, segundo o Ministério da Defesa russo
A reportagem não detalha, porém, os locais exatos atingidos por esses ataques nem apresenta balanço de vítimas ou danos materiais relacionados a essa nova rodada de ofensivas noturnas.
Por que a trégua não foi prolongada?
Segundo a reportagem, o Kremlin rejeitou a possibilidade de estender o cessar-fogo, a menos que Kiev aceite as condições impostas por Moscou para encerrar a guerra. Essas exigências incluem concessões políticas e territoriais por parte do governo ucraniano.
Entre os pontos mencionados está a retirada completa da região leste de Donetsk, área parcialmente controlada pelas forças russas. Kiev rejeita essas condições por entender que elas equivaleriam a uma rendição. Com isso, a tentativa de ampliar a pausa nas hostilidades não avançou.
Como segue o impasse entre Moscou e Kiev?
O episódio reforça a dificuldade de estabelecer uma interrupção duradoura dos combates entre os dois países. Mesmo em um período religioso que levou ao anúncio de uma trégua temporária, os relatos de violações e a rápida retomada dos ataques indicam a permanência do impasse militar e político.
A guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia, segue marcada por ofensivas aéreas, disputas territoriais e divergências sobre as condições para um eventual acordo. No quadro descrito pela reportagem, não houve sinal concreto de aproximação entre as posições defendidas por Moscou e Kiev.