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Carne de burro ganha espaço na Argentina em meio à alta da carne bovina

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A alta do preço da carne bovina na Argentina tem levado consumidores a buscar alternativas mais baratas, como frango, porco, ovos e, mais recentemente, carne de burro. Segundo o relato publicado pela Revista Fórum neste domingo, 19 de abril de 2026, o canal La Nación+ exibiu uma repórter experimentando carne de burro ao vivo, em meio ao encarecimento dos alimentos no país sob o governo de Javier Milei. De acordo com informações da Revista Fórum, a mudança reflete a pressão da inflação sobre o consumo das famílias argentinas.

O texto informa que o aumento da carne bovina ocorreu em um contexto de crise econômica e inflação persistente. Com cortes passando de 25 mil pesos por quilo, parte da população passou a reduzir o consumo de um alimento tradicional na dieta argentina. A reportagem também cita dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, o Indec, segundo os quais o Índice de Preços ao Consumidor subiu 3,4% em março, acima dos 2,9% de fevereiro, acumulando 32,6% em 12 meses.

Por que a carne bovina ficou mais cara na Argentina?

De acordo com o artigo original, a alta dos preços se insere em um cenário de inflação persistente desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023. O texto relaciona esse quadro a medidas econômicas adotadas pelo governo, como paralisação de obras federais, suspensão de repasses às províncias e retirada de subsídios em áreas como energia, transporte e serviços essenciais.

Na prática, a elevação generalizada dos preços afetou também o consumo de proteínas. Inicialmente, os consumidores migraram para itens considerados mais acessíveis, como frango e carne suína. Com o encarecimento desses produtos, a procura por opções ainda mais baratas, como ovos e carne de burro, passou a aparecer com mais frequência no noticiário argentino.

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O que mostrou a reportagem da La Nación+?

Segundo o texto, o canal argentino La Nación+, descrito como apoiador de Milei, colocou uma repórter para provar carne de burro em horário nobre. A matéria reproduz duas falas ditas durante a experiência ao vivo.

“o cheiro já me conquista”

“muito bom”

A repórter ainda afirmou, segundo o artigo, que o alimento “se parece com carne de vaca”. O episódio foi apresentado como um sinal da mudança nos hábitos de consumo diante do aumento do custo de vida.

Quais preços e impactos foram citados no setor?

O artigo informa que a carne de burro estaria sendo vendida por cerca de 7.500 pesos o quilo, abaixo dos valores mencionados para a carne bovina. Em Buenos Aires, o açougueiro Gonzalo Moreira relatou à Rádio 750 os efeitos da recessão sobre o comércio e o comportamento dos consumidores.

Segundo o texto, Moreira afirmou que as compras de carne bovina caíram cerca de 20% e que parte do público migrou para proteínas mais baratas. A comparação de preços citada foi a seguinte:

  • carne bovina entre 15 mil e 18 mil pesos o quilo;
  • carne suína entre 8 mil e 9 mil pesos o quilo;
  • carne de burro por cerca de 7.500 pesos o quilo.

O açougueiro também mencionou resistência cultural ao consumo da nova alternativa, embora reconheça que o produto pode surgir como opção em um cenário de necessidade econômica.

Como a comercialização da carne de burro foi apresentada?

A iniciativa teria partido do produtor rural Julio Cittadini, responsável pelo projeto Burros Patagones. Segundo o relato reproduzido no artigo, a procura foi alta logo no início das vendas.

“O que colocamos à venda acabou em um dia. Em um dia e meio não restou nada”

A publicação afirma ainda que o empreendimento tem autorização do Ministério da Produção da província de Chubut e segue normas sanitárias. Com isso, a atividade é descrita como formal dentro do setor agropecuário local.

O caso expõe o impacto da inflação sobre hábitos alimentares em um país historicamente associado ao consumo de carne bovina. Ao mostrar a substituição por proteínas mais baratas e até por carne de burro, o episódio relatado indica como a crise de preços vem alterando o cotidiano de parte da população argentina.

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