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Sustentabilidade no design destaca durabilidade como fator central nas redes

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A durabilidade de produtos e sistemas tem ganhado destaque como uma forma mensurável de combinar resultados ambientais e financeiros, especialmente no setor de banda larga. A avaliação foi apresentada em artigo de Martha Galley, diretora de sustentabilidade da Calix, publicado em 27 de abril de 2026, ao defender que projetar equipamentos para durar mais reduz resíduos, custos operacionais e a necessidade de substituições frequentes. De acordo com informações da Total Telecom, essa lógica tem sido aplicada à construção e manutenção de redes em um contexto no qual conectividade passou a ser essencial para educação, saúde, trabalho remoto e vínculo comunitário.

O texto afirma que, na busca por demonstrar avanços em sustentabilidade, empresas costumam enfatizar energia renovável, compensações de carbono e lançamentos de produtos. Embora esses elementos sejam relevantes, a autora sustenta que a durabilidade tende a receber menos atenção, mesmo quando produz efeitos concretos sobre desperdício, manutenção e planejamento de longo prazo. Nesse cenário, a sustentabilidade deixaria de ser apenas uma meta de imagem para se tornar parte da concepção técnica dos sistemas.

Por que a durabilidade passou a ser vista como parte da sustentabilidade?

Segundo o artigo, a mudança de perspectiva ocorre porque ciclos curtos de substituição geram despesas adicionais com equipamentos, mão de obra e treinamento, além de elevar o volume de lixo eletrônico. No setor de banda larga, a competição historicamente se concentrou em velocidade, confiabilidade e custo inicial, o que favoreceu trocas frequentes de hardware e ciclos de produto mais curtos.

Com o aumento da importância da conectividade, esse modelo passou a mostrar limites. A autora argumenta que o custo de aquisição, ou seja, o valor pago no primeiro momento, representa apenas parte da equação. O ponto central seria o custo total de propriedade, que inclui operação, manutenção e substituição ao longo da vida útil do sistema.

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  • custo inicial de aquisição;
  • consumo de energia ao longo do tempo;
  • despesas de manutenção;
  • necessidade de substituição de equipamentos;
  • impacto ambiental do descarte eletrônico.

Como essa lógica aparece nas redes de banda larga?

O artigo diferencia o comportamento da durabilidade em várias camadas do ecossistema de banda larga. Nas redes centrais e de acesso, os sistemas costumam ser projetados para operar por décadas, embora atualizações possam exigir investimentos elevados em infraestrutura. Já nos ambientes internos de residências e empresas, equipamentos como gateways, roteadores e sistemas de Wi‑Fi são renovados com mais rapidez, o que amplia o impacto ambiental.

Nesse ponto, a autora afirma que a inovação em design se torna mais relevante. Plataformas habilitadas por software permitiriam ampliar a vida útil e a funcionalidade dos produtos por meio de atualizações contínuas, sem a necessidade de substituição integral do hardware. A proposta é descrita como uma abordagem de inovação contínua, voltada a manter os sistemas eficientes e operacionais por mais tempo, com redução no consumo de energia e no descarte eletrônico.

Quais dados o artigo cita para sustentar esse argumento?

Para embasar a defesa do design voltado à longevidade, o texto menciona dois referenciais. Um deles é o National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos, que, segundo o artigo, identificou que elevar em 50% a vida útil de um produto pode reduzir em cerca de um terço a necessidade de reposição e o impacto ambiental associado.

O outro é a Fiber Broadband Association, citada no texto como fonte de uma conclusão segundo a qual a aposentadoria de redes de cobre em favor da fibra reduz custos e emissões. A justificativa apresentada é que o cobre demanda muito mais energia para operação e manutenção.

Na avaliação da autora, quando empresas levam em conta energia, manutenção e reposição, sistemas mais duráveis tendem a se mostrar financeiramente mais vantajosos. O artigo afirma que essa constatação já apareceu na comparação entre cobre e fibra no setor de banda larga e que a mesma lógica pode ser observada em outros segmentos, como automotivo e eletrônicos de consumo.

Qual é a conclusão apresentada pela autora?

O argumento final é que a durabilidade pode não render tanta visibilidade quanto outros anúncios ligados à sustentabilidade, mas tem capacidade de conectar responsabilidade ambiental e desempenho financeiro de forma prática. Para a autora, esse tipo de desenho também ajuda a reforçar a confiança de clientes, comunidades e investidores ao indicar planejamento de longo prazo.

Assim, o artigo sustenta que, à medida que mais setores adotarem princípios de design sustentável, a durabilidade deverá permanecer como uma das principais medidas de desempenho e resiliência. Em vez de depender apenas de ações pontuais, a proposta apresentada é incorporar a sustentabilidade diretamente na forma como produtos e redes são concebidos e mantidos.

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