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STF tem poder demais para 75% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha

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O Supremo Tribunal Federal chega a 2026 sob pressão da opinião pública, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite de segunda-feira, 13. O levantamento mostra que 75% dos brasileiros dizem que os ministros do STF têm poder demais, enquanto 71% afirmam que a corte é essencial para a democracia. De acordo com informações do iG, os dados foram publicados pela Folha de S.Paulo e ampliam o debate sobre o papel do tribunal no cenário político nacional.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais. Segundo o texto original, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral. O resultado indica uma combinação de críticas à atuação dos ministros com manutenção da legitimidade institucional da corte.

O que mostra a pesquisa sobre a percepção dos brasileiros em relação ao STF?

Além dos 75% que consideram excessivo o poder dos ministros, o levantamento aponta que 75% dos entrevistados dizem que a população acredita menos no STF hoje do que no passado. Como a pergunta é inédita, o texto informa que não há série histórica para comparação.

Na leitura apresentada pelo artigo original, esse contraste entre desgaste e importância institucional tende a influenciar o debate político de 2026, especialmente nas campanhas para o Senado. A avaliação é que a cobrança sobre decisões e sobre a atuação dos ministros cresce, mesmo com a preservação do reconhecimento do tribunal como peça relevante da democracia.

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Como os dados variam entre eleitores de Lula e Bolsonaro?

Entre os eleitores de Jair Bolsonaro em 2022, 88% afirmam que os ministros do STF têm poder em excesso. Já entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, esse índice é menor, mas ainda majoritário: 64%.

Quando a questão passa a ser a importância da corte para a democracia, o cenário muda. Entre os eleitores de Lula, 84% dizem que o STF é essencial. Entre os que votaram em Bolsonaro, o percentual é de 60%. Já entre os eleitores que anularam o voto ou não escolheram candidato, 67% veem excesso de poder nos ministros e 73% consideram o tribunal importante.

Por que o STF se tornou alvo recorrente do debate político?

O texto afirma que o STF passou a ocupar posição central no debate público desde o julgamento do mensalão. Depois disso, a corte manteve protagonismo em decisões relacionadas à Lava Jato, ao impeachment de Dilma Rousseff, à anulação das condenações de Lula e à condução da pandemia de Covid-19.

Nos últimos anos, segundo o artigo, o tribunal também avançou sobre temas ligados aos atos de 8 de janeiro e às investigações sobre tentativa de golpe que envolvem Bolsonaro. Esse acúmulo de decisões de alto impacto político contribuiu para ampliar a exposição pública do Supremo e torná-lo alvo frequente de críticas e disputas narrativas.

Quais fatores recentes aumentaram a pressão sobre o tribunal?

De acordo com o texto original, um novo foco de desgaste envolve suspeitas sobre relação de ministros com o empresário Daniel Vorcaro, em fatos ligados ao Banco Master. O caso, segundo a reportagem, elevou a pressão por regras internas mais rígidas dentro da corte.

O presidente do STF, Edson Fachin, defende a criação de um código de ética para os ministros. Ainda segundo o artigo, a proposta vem sendo cobrada por parte do empresariado e por entidades da sociedade civil. No Congresso, o tema também passou a integrar o debate político, com candidatos ao Senado ligados ao grupo de Bolsonaro prometendo usar a eleição para tentar abrir caminho a pedidos de impeachment de ministros.

  • 75% dizem que os ministros do STF têm poder demais
  • 71% afirmam que a corte é essencial para a democracia
  • 2.004 pessoas foram ouvidas entre 7 e 9 de abril
  • A pesquisa foi realizada em 137 municípios
  • A margem de erro é de dois pontos percentuais

Os dados reforçam um cenário de cobrança crescente sobre o Supremo em um momento de forte polarização política. Ao mesmo tempo, mostram que, apesar das críticas, a maioria dos entrevistados ainda reconhece o papel institucional da corte no funcionamento da democracia brasileira.

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