Uma quadrilha é investigada por roubar pelo menos 30 casas em áreas nobres de São Paulo, com uso de drones, câmeras de monitoramento e ameaças às vítimas durante invasões feitas de madrugada, segundo reportagem exibida no domingo (12). De acordo com informações do iG, com base em apuração do Fantástico, da TV Globo, os criminosos escolhiam os alvos após um levantamento detalhado das residências e da rotina dos moradores.
As ações, de acordo com a reportagem, ocorriam enquanto os moradores dormiam, em uma estratégia voltada a reduzir suspeitas e facilitar a entrada nos imóveis. A investigação aponta que o grupo analisava itens como câmeras de segurança, guaritas e acessos laterais antes das invasões, em um esquema descrito como planejado e apoiado por tecnologia.
Como a quadrilha escolhia os alvos?
Segundo o delegado Fábio Sandrini, que acompanha as investigações, o grupo mantinha um modus operandi baseado em levantamento prévio sobre as pessoas e os imóveis. Áudios obtidos pela polícia, de acordo com a reportagem, mostram que os locais eram definidos de forma estratégica.
A análise feita pelos criminosos incluía detalhes da estrutura das residências e das condições de vigilância. O objetivo, conforme a investigação, era identificar vulnerabilidades e planejar a abordagem com antecedência, aumentando as chances de sucesso nas invasões.
O que já se sabe sobre a investigação?
A polícia identificou 25 pessoas suspeitas de participação no esquema. Até o momento, 16 foram presas, incluindo nomes apontados como centrais na estrutura da quadrilha.
Entre os detidos está um dos líderes do grupo e um suspeito conhecido pelo apelido de “Terrorista”, ainda segundo a reportagem. O material obtido pela investigação tem sido usado para mapear a atuação da organização e aprofundar a apuração sobre a divisão de funções entre os envolvidos.
Quais elementos chamaram mais atenção no caso?
O uso de tecnologia e a violência relatada durante as invasões aparecem como dois dos principais pontos do caso. Segundo o Fantástico, os criminosos recorriam a ameaças para intimidar as vítimas, enquanto utilizavam recursos como drones e monitoramento para observar os alvos.
- Pelo menos 30 casas foram roubadas, segundo a reportagem
- As invasões ocorriam de madrugada
- Os moradores eram abordados enquanto dormiam
- Os suspeitos analisavam câmeras, guaritas e acessos laterais
- 25 pessoas foram identificadas e 16 presas
O caso segue sob investigação policial em São Paulo. Até aqui, as informações divulgadas indicam uma atuação organizada, com planejamento prévio e emprego de tecnologia para orientar as ações do grupo criminoso.