O preço do petróleo voltou a superar os US$ 100 no domingo, 12 de abril de 2026, depois que negociações entre Estados Unidos e Irã, realizadas no Paquistão no fim de semana, terminaram sem acordo e com a decisão norte-americana de promover seu próprio bloqueio no estreito de Ormuz. A alta da commodity foi de 8,3%, chegando a US$ 103,11, e nesta segunda-feira, 13 de abril, o barril abriu cotado a US$ 103,06. De acordo com informações do Poder360, a escalada também pressionou os mercados asiáticos.
Segundo o relato, a expectativa de um entendimento entre os dois países poderia manter o barril abaixo de US$ 100, patamar que havia sido rompido para baixo poucos dias antes. Em 8 de abril, um dia após o anúncio de cessar-fogo, o petróleo havia recuado para US$ 94,75, no menor valor desde 11 de março. O novo bloqueio anunciado pelos EUA e a confirmação, pelo Irã, de cobrança de pedágio para navios que passarem por Ormuz voltaram a elevar a percepção de risco sobre o fornecimento global.
O que levou à nova alta do petróleo?
O principal fator apontado foi o fracasso das negociações entre norte-americanos e iranianos no Paquistão. Sem acordo, o mercado reagiu à decisão dos EUA de impor restrições a embarcações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas a partir das 11h, no horário de Brasília, desta segunda-feira.
De acordo com a reportagem original, a medida afeta especialmente países que negociam petróleo iraniano, como China e Índia. O Comando Central dos EUA, porém, não detalhou como esse bloqueio será implementado. Ao mesmo tempo, o Irã confirmou no sábado, 11 de abril, que fará a gestão e o controle da entrada no estreito de Ormuz com base no que definiu como interesses nacionais.
O que o Irã e os EUA disseram sobre Ormuz?
A confirmação iraniana foi atribuída a Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança do Parlamento do Irã, em entrevista ao jornal Russia Today. Segundo ele, o governo iraniano deve controlar a entrada no estreito conforme seus interesses nacionais.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a cobrança anunciada por Teerã e classificou a medida como extorsão mundial. A reportagem também registra uma declaração direta do republicano sobre eventual reação militar em caso de ataques contra a Marinha norte-americana durante o bloqueio.
“Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido no inferno!”
A livre passagem por Ormuz, conforme o texto original, era um dos pontos acertados entre EUA e Irã para a manutenção do cessar-fogo no Oriente Médio. A deterioração desse entendimento passou a ser tratada pelo mercado como um sinal de nova instabilidade em uma rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Como as bolsas asiáticas reagiram?
O aumento da tensão no Oriente Médio também teve reflexos imediatos nas bolsas da Ásia nesta segunda-feira, 13 de abril. Os principais índices do continente abriram em queda, em movimento associado à pressão sobre energia e à aversão a risco entre investidores.
- Xangai, na China: -0,30%
- CSI 1000, na China: -0,01%
- Hang Seng, em Hong Kong: -1,23%
- Nikkei 225, no Japão: -1,09%
- Kospi, na Coreia do Sul: -1,12%
- Nifty 50, na Índia: -1,55%
- BSE Sensex, na Índia: -1,78%
Com o barril novamente acima de US$ 100, o foco do mercado passa a ser a execução prática do bloqueio anunciado pelos EUA e os efeitos da cobrança iraniana sobre a navegação no estreito. O cenário, segundo os dados relatados pela fonte, reacendeu temores sobre oferta, custos de energia e impacto nos mercados financeiros internacionais.