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Siemens Mobile: a trajetória e inovações no mercado de celulares

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A Siemens Mobile, uma das principais fabricantes de celulares entre 1985 e 2005, embora conhecida por seus aparelhos duráveis, nunca chegou ao topo do mercado de celulares. De acordo com informações do Mobile Time, a empresa ocupou a terceira posição em market share, atrás de gigantes como Nokia e Samsung.

A Siemens iniciou sua aventura no setor móvel em 1985 com o lançamento do Mobiltelefon C1, um aparelho com 8,8 kg. Em 1993, foi a responsável por um dos primeiros celulares a operar acima de 1 GHz, o Siemens M200, um passo importante para aumentar a capacidade das redes celulares. Em seguida, em 1994, lançou o S1, um dos primeiros aparelhos GSM no mercado.

Quais foram as inovações trazidas pela Siemens Mobile?

A Siemens foi pioneira em diversas inovações no mercado de telefonia móvel. Em 1997, lançou o Siemens S10, o primeiro telefone com tela colorida, exibindo cores como vermelho, verde, azul e branco. O Siemens SX1, lançado em 2000, foi o primeiro a utilizar o sistema operacional SymbianOS. No mesmo ano, a Siemens comprou a divisão de telefones móveis da Bosch e lançou o SL45, um dos primeiros com tocador de MP3 e suporte a cartão de memória externo.

Outro destaque foi a série Xelibri, introduzida em 2003, que focava em design inovador e estava voltada para o mercado de moda. No entanto, esses modelos não conseguiram sucesso comercial. A linha foi encerrada em 2004 após vendas de 780 mil unidades, devido a limitações como a falta de câmeras e telas coloridas em um mercado que já demanda esses recursos.

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Como a Siemens Mobile perdeu espaço no mercado?

Apesar das inovações, a Siemens Mobile não conseguiu expandir sua participação no mercado. Em 2000, ocupava o quarto lugar com 8,6% do market share, mas caiu para 7,2% em 2003, e 5,6% no primeiro trimestre de 2005. Fatores como a forte concorrência e a lentidão em seguir tendências tecnológicas foram decisivos.

Em junho de 2005, a BenQ adquiriu a Siemens Mobile, mas a marca Siemens continuou no mercado de celulares por mais cinco anos sob esta nova administração. Atualmente, a Siemens está focada em infraestrutura e tecnologia, sem atuar no mercado de celulares de consumo.

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