A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) iniciou, nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, a implementação oficial do exame de rastreamento DNA-HPV oncogênico para aproximadamente 60 municípios paraenses. O evento de lançamento ocorreu em Belém e reuniu diversos gestores e profissionais de saúde com o objetivo de ampliar a capacidade de detecção precoce do câncer do colo do útero nas regiões de saúde Metropolitana II e III, Caetés e Tocantins.
De acordo com informações da Agência Pará, esta iniciativa representa um avanço tecnológico fundamental para o Sistema Único de Saúde (SUS) local. A nova metodologia de rastreamento utiliza testes moleculares mais precisos para identificar a presença do Papilomavírus Humano antes mesmo do desenvolvimento de lesões celulares graves, aumentando as chances de cura.
Como o novo exame de DNA-HPV contribui para a saúde da mulher?
A introdução desta tecnologia no Pará permite uma intervenção muito mais precoce do que o modelo tradicional. Ao detectar o vírus em estágios iniciais, as equipes de saúde conseguem aumentar significativamente as chances de cura das pacientes e evitar o agravamento da doença para quadros oncológicos. O secretário adjunto de Gestão de Políticas de Saúde, Ivison Carvalho, destacou que a prevenção é a espinha dorsal da nova estratégia estadual.
O Estado já vem avançando na estruturação da rede de alta complexidade, mas é fundamental que esse esforço seja acompanhado por ações efetivas de prevenção. Com a introdução do teste de DNA-HPV, passamos a atuar ainda mais cedo na cadeia da doença, identificando o vírus antes mesmo das primeiras alterações celulares.
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Além da precisão técnica superior, o novo sistema oferece vantagens logísticas e de adesão. O exame de DNA-HPV possibilita maior rapidez no processamento laboratorial e abre caminho para a auto-coleta em situações específicas, o que pode facilitar o acesso de mulheres que residem em áreas remotas ou que possuem dificuldades de deslocamento até as unidades básicas de saúde tradicionais.
Quais são as metas de cobertura do programa até o ano de 2027?
O planejamento da Sespa estabelece metas ambiciosas para os próximos meses de execução do projeto. A expectativa das autoridades de saúde é atingir a marca de três mil coletas mensais em todo o território estadual. Com a expansão para as novas regionais de saúde, o governo do estado projeta realizar mais de 35 mil exames moleculares até o início de 2027, seguindo as diretrizes internacionais para a eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde pública.
A coordenadora estadual de Oncologia, Patrícia Martins, ressaltou que a mobilização dos municípios é vital para o sucesso da operação. A capacitação oferecida pela secretaria abrange diversos pilares técnicos essenciais para o funcionamento da rede, incluindo:
- Novas diretrizes do Programa de Controle do Câncer do Colo do Útero;
- Protocolos atualizados de rastreamento com testes moleculares;
- Procedimentos de registro obrigatório no sistema e-SUS APS;
- Utilização plena do Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL).
Quem são as pacientes priorizadas nesta fase de implantação?
Nesta etapa inicial do projeto, o foco do atendimento está voltado para um público-alvo específico definido pelos protocolos de saúde. O exame é destinado a mulheres com idade entre 30 e 49 anos. Dentro dessa faixa etária, a prioridade máxima é concedida àquelas que não realizam o exame preventivo convencional há mais de três anos ou que nunca tiveram acesso ao procedimento anteriormente na rede pública.
Estamos reunindo aqui regiões estratégicas, com o objetivo de organizar toda a linha de cuidado da mulher, desde o rastreamento até o diagnóstico e tratamento. Com o apoio da Sespa e do Ministério da Saúde, temos a oportunidade de transformar essa realidade e avançar na redução dos óbitos.
Para garantir a qualidade dos resultados e o suporte científico, a Sespa conta com a parceria técnica do Instituto Evandro Chagas, que auxilia no monitoramento dos processos laboratoriais. A integração entre o rastreamento, o diagnóstico e o tratamento definitivo busca consolidar uma rede de cuidado mais resolutiva e acessível para a população feminina, transformando o estado em uma referência no uso dessa tecnologia preventiva.