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Missão Artemis 2 da Nasa homenageia deusa da mitologia na jornada à Lua

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The iconic Vehicle Assembly Building at NASA's Kennedy Space Center, Florida.
The iconic Vehicle Assembly Building at NASA's Kennedy Space Center, Florida. Foto: Lando Dong — Pexels License (livre para uso)

A Missão Artemis 2, operada pela Nasa, decolou na última quarta-feira, 1º de abril de 2026, a partir da base de lançamento de Cabo Canaveral, localizada na Flórida, nos Estados Unidos. O objetivo desta expedição histórica é levar quatro astronautas para sobrevoar a Lua, alcançando o ponto mais distante do espaço já visitado por seres humanos. O avanço do programa também tem relevância nacional, já que o Brasil foi o primeiro país da América Latina a assinar os Acordos Artemis em 2021, inserindo-se nos esforços de cooperação internacional para a exploração pacífica do espaço.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a escolha do nome do projeto carrega um profundo significado mitológico e histórico para a agência espacial americana, conectando o passado e o futuro da exploração espacial em nosso sistema solar.

Qual é a relação entre a deusa Artemis e a exploração lunar?

Na mitologia grega, Artemis é a divindade associada à Lua, além de ser a irmã gêmea de Apollo. O número dois na nomenclatura atual refere-se à segunda etapa do programa espacial homônimo. A primeira fase foi concluída com sucesso em 2022, quando uma cápsula não tripulada realizou uma viagem inaugural ao redor do satélite natural terrestre.

As futuras empreitadas do programa manterão o nome da deusa grega, alterando apenas a numeração sequencial. Para o ano de 2028, por exemplo, o planejamento da agência prevê a missão número quatro, que tem como meta principal o pouso de astronautas diretamente na superfície lunar.

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Segundo a agência americana, a figura mitológica foi escolhida por personificar um significado bastante específico e alinhado aos objetivos de longo prazo da instituição, definindo a iniciativa como os esforços da Nasa “para levar astronautas e uma nova onda de cargas científicas e demonstrações tecnológicas de volta à superfície lunar”.

Como o antigo programa Apollo se conecta com a nova missão?

A escolha do nome faz uma homenagem direta ao célebre Programa Apollo, que levou humanos ao espaço nas décadas passadas. Na mitologia, Apollo é o deus do Sol e irmão de Artemis, criando uma ligação poética entre a missão que pisou na Lua no século passado e a que pretende retornar agora.

Durante as operações originais ocorridas entre os anos de 1968 e 1972, os americanos realizaram nove missões tripuladas. O histórico de conquistas deste período apresenta os seguintes marcos importantes:

  • Realização de seis pousos bem-sucedidos no solo lunar.
  • Envio de 24 pessoas até as proximidades do satélite.
  • Doze astronautas, todos homens brancos nascidos nos Estados Unidos, efetivamente caminharam na superfície da Lua.

Por que a nave de transporte foi batizada de Orion?

O veículo espacial que transporta os quatro astronautas atuais é denominado Orion, outro termo oriundo dos mitos gregos. Na antiguidade, Orion era um gigante caçador intimamente ligado à deusa da Lua, existindo diversas lendas sobre a relação de ambos, incluindo versões em que ela acaba o derrotando letalmente.

Apesar do nome oficial da cápsula, a tripulação possui a liberdade de atribuir apelidos específicos para suas viagens. Para esta etapa atual, os astronautas decidiram chamar a nave de “Integrity” (Integridade). Eles justificaram que a palavra representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade necessária entre a equipe de voo e os profissionais em terra.

É comum usar nomes mitológicos na ciência espacial?

A tradição de utilizar elementos mitológicos para batizar projetos científicos é uma prática estabelecida na astronomia. Um exemplo clássico são as antigas missões Gemini, que pavimentaram o caminho para o projeto Apollo. O termo derivou da constelação de Gêmeos e refletia a capacidade da espaçonave de acomodar exatamente duas pessoas a bordo.

Outras iniciativas espaciais contemporâneas seguem a mesma lógica. A missão Osiris-Rex, por exemplo, adotou o nome do deus egípcio da fertilidade e do submundo para uma operação focada na coleta de amostras do asteroide Bennu. O acrônimo original detalha os objetivos técnicos, mas a adição do sufixo “Rex” ocorreu porque os cientistas da equipe de pesquisa apreciaram a sonoridade semelhante à dos dinossauros.

A influência cultural se estende para além do ocidente. O Japão enviou a sonda Kaguya para estudar a evolução geológica orbital lunar. Este nome tem origem no folclore japonês, que narra a lenda de uma criança vinda diretamente da Lua, uma história amplamente reconhecida e adaptada na cultura de animações asiáticas.

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