
O executivo Julio Martorano assumiu oficialmente a presidência do Instituto Atlântico nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026. A mudança na liderança, que ocorre no ano em que a entidade completa 25 anos de fundação, marca o retorno do gestor ao comando da organização sediada em Fortaleza, no Ceará. Ele substitui Fred Nava, que ocupava o principal cargo do instituto de ciência e tecnologia desde 2022.
De acordo com informações da Teletime, a transição administrativa tem como principal objetivo fortalecer o posicionamento da instituição como um dos principais centros de excelência em inovação tecnológica do país. A nova gestão deve concentrar esforços na ampliação de projetos voltados para inteligência artificial, internacionalização e desenvolvimento da indústria eletroeletrônica e automação.
Quais são os principais desafios da nova gestão?
Esta será a segunda passagem de Martorano pelo posto máximo da organização de pesquisa e desenvolvimento de software. Anteriormente, o executivo comandou a operação cearense entre os anos de 2015 e 2022, período em que consolidou importantes parcerias estratégicas. Ao reassumir a cadeira presidencial, o profissional destacou a importância do capital humano para o avanço das pesquisas no setor de tecnologia da informação e comunicação corporativa.
Volto para contribuir com a preparação contínua do Atlântico para as oportunidades que estão surgindo, especialmente em áreas como inteligência artificial e inovação tecnológica. Mas isso só é possível porque existe uma base muito forte de pessoas.
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Mesmo com a alteração na presidência, a cúpula diretiva do centro de inovação não passará por reestruturações profundas no curto prazo. A diretoria executiva continuará sob a responsabilidade de Rafael Batistella, enquanto a superintendência seguirá nas mãos de Francisco Moreto. A manutenção dos diretores atuais visa garantir a continuidade dos projetos em andamento e a estabilidade das operações internacionais, que vêm ganhando destaque na estratégia estrutural.
Como o instituto planeja sua expansão no exterior?
Um dos braços mais importantes para a nova administração é o projeto denominado Atlântico Global. Trata-se de uma iniciativa voltada para a exportação de serviços de inovação, que já conta com operações ativas nos Estados Unidos e no Canadá. O objetivo prático é estabelecer pontes comerciais sólidas na América do Norte, atraindo investimentos estrangeiros e inserindo pesquisadores brasileiros em ecossistemas de escala global.
Sediado na capital cearense, o instituto sem fins lucrativos atua prioritariamente no atendimento a demandas de inovação aberta do setor corporativo, consolidando-se como um dos maiores polos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da região Nordeste. Para suprir essas necessidades do mercado tecnológico, a organização concentra suas frentes de trabalho em diversos segmentos de alta complexidade. Entre as áreas de atuação mais expressivas, destacam-se os seguintes pilares estratégicos:
- Pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial adaptada para uso comercial produtivo.
- Projetos de engenharia e otimização voltados para a chamada Indústria 4.0.
- Inovação aplicada aos setores de energia elétrica, telecomunicações e indústria eletroeletrônica.
- Programas estruturados de capacitação profissional e incentivo de base ao empreendedorismo.
- Estabelecimento de redes de cooperação técnica colaborativa com universidades e startups.
Qual a origem do centro tecnológico cearense?
Fundado no fim da década de 1990, o polo de pesquisa nasceu a partir de uma iniciativa conjunta entre gigantes da infraestrutura tecnológica brasileira. A criação do espaço foi idealizada originalmente pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), instituição de Campinas (SP) com histórico ligado ao antigo sistema Telebras, e pela empresa Padtec. Ao longo de mais de duas décadas de existência, a entidade evoluiu de um projeto regional inicial para um complexo de inovação com relevância internacional e múltiplas frentes de atuação tecnológica.
Como uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) formalmente registrada, o órgão possui autorização legal para captar recursos direcionados ao fomento da pesquisa aplicada e interagir com ecossistemas de inovação abertos. Com a consolidação da inteligência artificial no núcleo dos processos produtivos industriais, a expectativa é que os projetos elaborados em Fortaleza ganhem ainda mais capilaridade comercial e acadêmica nos próximos anos, sob o novo direcionamento da presidência.