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Investimento do Paraná em ciência e tecnologia atinge R$ 609,7 milhões em 2025

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O **Governo do Estado do Paraná** destinou R$ 609,7 milhões para o setor de ciência e tecnologia durante o exercício de 2025. O montante, que representa um crescimento de 4,8% em relação aos R$ 581,6 milhões aplicados no ano anterior, foi detalhado nesta quarta-feira (15) pela **Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti)**. De acordo com informações da Agência Paraná, o balanço foi apresentado durante reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), realizada na sede da Fundação Araucária, em Curitiba. O investimento visa consolidar o ecossistema de inovação e fortalecer a infraestrutura científica nos 399 municípios do estado.

Os recursos provenientes do Fundo Paraná foram utilizados para o financiamento de 7.065 bolsas de estudo e pesquisa, além do suporte a mais de 700 projetos coordenados pela Seti. Essas iniciativas estão alinhadas à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti-PR 2024-2030), que busca integrar universidades, empresas e órgãos governamentais para promover o desenvolvimento econômico baseado no conhecimento. Entre os principais desafios atendidos estão a popularização da ciência e o fomento às tecnologias de informação no setor público.

Como os recursos foram distribuídos entre as instituições estaduais?

A aplicação da dotação constitucional seguiu as diretrizes da Lei nº 21.354/2023, envolvendo uma rede de instituições estratégicas para o desenvolvimento paranaense. Além da Seti, os recursos contemplaram a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), a Fundação Araucária, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Cada órgão apresentou sua respectiva prestação de contas referente ao ano de 2025 e as projeções orçamentárias para o próximo ciclo.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, enfatizou que o avanço nos aportes financeiros reflete uma visão estratégica de longo prazo para o estado. Segundo o gestor, o Paraná vive um momento de consolidação de sua capacidade de pesquisa.

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“A ciência avança quando há visão de longo prazo, e o que vemos no Paraná é um esforço consistente para ampliar a capacidade de pesquisa e fortalecer o ecossistema de inovação de forma que o Estado reaja às mudanças globais, consolidando uma trajetória de desenvolvimento com base no conhecimento.”

Quais são os principais projetos estruturantes financiados pelo fundo?

Dentre as iniciativas de maior impacto em 2025, destaca-se a revitalização do Parque da Ciência Newton Freire Maia, que recebeu R$ 47,3 milhões. O projeto prevê a instalação do planetário mais moderno da América Latina, equipado com uma cúpula imersiva de 18 metros e tecnologia digital capaz de projetar nove mil corpos celestes. Outro destaque foi o projeto Unidata, que contou com R$ 12 milhões para unificar a gestão de dados acadêmicos das sete universidades estaduais, otimizando a transparência e o acesso à informação.

Na área da saúde, o Complexo Pequeno Príncipe, sediado em Curitiba, recebeu R$ 992,8 mil para a aquisição de equipamentos de alta complexidade. O investimento foi direcionado a um centro de processamento celular focado em terapias avançadas para doenças neurológicas, como o Alzheimer. Essa ação reforça a vocação do estado em apoiar pesquisas científicas que impactam diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento de novas tecnologias médicas.

Quais as mudanças previstas para a gestão dos recursos em 2026?

Para o ano de 2026, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê a destinação de R$ 604,3 milhões para o setor. Além da continuidade dos investimentos, a gestão passará a seguir as diretrizes da Resolução nº 39/2026. A nova normativa institui o Sistema Integrado de Gestão de Projetos (Sigep) como a plataforma oficial para a tramitação de propostas, assegurando maior rastreabilidade e eficiência no monitoramento de cada centavo aplicado pelo Fundo Paraná.

O coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná (UEF), Michel Jorge Samaha, destacou que a modernização administrativa é fundamental para gerir volumes crescentes de recursos. De acordo com o coordenador, a nova sistemática de governança representa um passo importante para o controle rigoroso da dotação orçamentária.

“A gestão de uma dotação orçamentária com essa capilaridade requer padronização, transparência e controle rigoroso, e o Sigep é uma ferramenta que permite integrar todas as etapas, desde a análise das propostas até o monitoramento da execução, assegurando que os recursos sejam aplicados com responsabilidade e rastreabilidade.”

A estrutura administrativa da UEF também foi reorganizada para incluir núcleos especializados em monitoramento, avaliação e governança de dados. Com essas medidas, o Governo do Paraná espera não apenas manter o volume de investimentos, mas também garantir que os resultados das pesquisas científicas se traduzam em benefícios concretos para a sociedade paranaense nos próximos anos.

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