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Como as políticas de Trump impactam os sistemas alimentares e ambientais

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O governo do ex-presidente Donald J. Trump causou danos irreparáveis ao meio ambiente dos Estados Unidos, abandonando investimentos em energia limpa e congelando políticas federais relacionadas ao clima, ar e água limpos. Além disso, rejeitou limites para PFAS em águas residuais industriais e eliminou proteções ao consumidor, sabotando tratados importantes sobre produção de plástico e emissões de transporte. De acordo com informações do CleanTechnica, essa administração também teve um impacto perigoso nos sistemas alimentares.

Como as políticas de Trump afetaram a segurança alimentar?

Trump tornou a produção de alimentos mais insegura e cara, cedendo ao poder corporativo. Fabricantes de produtos químicos e alimentos receberam permissão para adicionar 111 produtos químicos alimentares em diversos produtos, desde cereais até bebidas esportivas. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., emitiu orientações dietéticas que priorizam carne, queijo e leite integral, com base em pesquisas da indústria da carne.

Quais são as consequências ambientais das políticas alimentares?

Os sistemas alimentares são responsáveis por entre 26% e 34% das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o que pode impedir o objetivo global de limitar o aquecimento a 1,5 °C ou 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Apenas 15% da população mundial produz tantas emissões relacionadas a alimentos quanto os 50% mais pobres juntos, criando uma divisão climática significativa entre consumidores ricos e pobres. Para atingir o limite de aquecimento de 2°C, 44% das pessoas já excedem os níveis seguros de emissões alimentares hoje, e até 2050, esse número saltará para 91% da população global.

O que é o movimento de justiça alimentar?

O movimento de justiça alimentar busca corrigir as injustiças do sistema alimentar desigual. Uma solução proposta é oferecer opções mais nutritivas em centros urbanos, como supermercados de propriedade pública, que poderiam desempenhar um papel na resolução da insegurança alimentar em cidades dos EUA. No entanto, como aponta a professora Hannah Garth, de Princeton, a questão muitas vezes não é a falta de conhecimento, mas sim o alto custo dos alimentos e outras desigualdades estruturais.

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Os países ricos oferecem a dieta mais saudável?

Pesquisas publicadas em 2025 na Nature Food indicam que as nações mais ricas não necessariamente oferecem as dietas mais saudáveis. A pesquisa comparou dietas em 171 países e descobriu que alimentos com menores emissões de gases de efeito estufa para uma dieta saudável emitiriam 0,67 kgCO2e. Já uma dieta saudável com os itens mais baratos emitiria 1,65 kgCO2e e custaria US$ 3,68 em 2021, enquanto os alimentos mais consumidos emitiriam 2,44 kgCO2e e custariam US$ 9,96.

Fonte original: CleanTechnica



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