A Fundação Araucária marca presença na 64ª edição da Expolondrina para apresentar uma série de projetos e iniciativas voltadas à inovação tecnológica no setor agropecuário. O evento, realizado em Londrina, no norte do Paraná, reúne empresários, produtores rurais e startups que impulsionam o agronegócio regional e nacional. A participação da instituição, que se estende até sexta-feira (17), foca na conexão entre a pesquisa acadêmica e as demandas práticas do campo, visando o desenvolvimento sustentável.
De acordo com informações da Agência Paraná, a fundação está expondo ao público 12 dos 51 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) atualmente em execução no Estado. Essas estruturas são fundamentais para organizar a produção de conhecimento científico de forma aplicada aos setores produtivos paranaenses.
Quais são os principais projetos de inovação apresentados?
A vitrine tecnológica da Fundação Araucária na feira destaca iniciativas que contribuem diretamente para a sustentabilidade e produtividade rural. Entre os arranjos de pesquisa selecionados para o evento estão projetos que abrangem desde a saúde do solo até tecnologias espaciais aplicadas ao monitoramento agrícola. A lista de NAPIs presentes na feira inclui:
- Prosolo e Inova Vitis;
- Space e Hidrocarbonetos Renováveis;
- Proteínas Alternativas e Complexo de Enfezamento do Milho;
- Abelhas e Cia-AGRO;
- Segurança Pública, Ciências Forenses e Biodiversidade RESTORE;
- RGB, Eletrônica Orgânica e Alimento e Território.
A assessora de Relações Institucionais e de Inovação da fundação, Cristianne Cordeiro, enfatizou que a participação em um dos maiores eventos do setor é estratégica para alinhar os investimentos públicos.
É uma oportunidade de apresentar o que temos desenvolvido e os investimentos realizados, mas, sobretudo, de ouvir o setor produtivo e compreender as demandas reais do agronegócio
, afirmou a assessora.
Como a nanotecnologia impacta o agronegócio paranaense?
Além dos novos arranjos de pesquisa, a programação conta com a participação de dois dos 14 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que recebem apoio da Fundação Araucária: o NanoDefender e o MicroAgro. Ambos estão alocados no Pavilhão Smart Agro, um espaço exclusivo para o desenvolvimento de soluções digitais e tecnológicas de ponta para o campo.
O coordenador do INCT NanoDefender e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gerson Nakazato, explicou que as pesquisas atuais focam na produção biológica e na síntese de nanopartículas com propriedades antimicrobianas. Segundo o pesquisador, o objetivo é aplicar o conceito de saúde única, integrando a proteção humana, animal e ambiental.
Nosso objetivo é desenvolver produtos nanobiotecnológicos capazes de combater infecções nesses diferentes contextos, com o apoio de uma ampla rede de parcerias nacionais e internacionais
, detalhou Nakazato. Essa integração entre a UEL e os centros de pesquisa busca gerar produtos que reduzam o impacto químico no agronegócio.
Qual é o papel do Governo do Estado na Expolondrina?
O Governo do Estado do Paraná participa da feira com uma estrutura integrada que oferece serviços e conhecimento técnico ao público. O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove encontros técnicos e palestras, além de manter a Via Rural, conhecida como “Fazendinha”, um espaço de 11 mil metros quadrados dedicado à difusão de boas práticas sustentáveis.
A estrutura estatal também conta com a presença do BRDE, focado no fomento econômico, e de forças de segurança que realizam exposições educativas e atendimento direto aos visitantes. Na sexta-feira (17), a agenda prevê ainda o painel Conexão Startups Londrina, que abordará as oportunidades do Programa Centelha para novos empreendedores.
Consolidada como uma vitrine para a América Latina, a Expolondrina chega à sua 64ª edição após movimentar R$ 1,7 bilhão em negócios no ano anterior. Com um público histórico de mais de 590 mil visitantes, o evento se reafirma como o principal ponto de encontro para a modernização do agronegócio no Sul do país.