O fim do carimbo físico no passaporte passou a valer como regra única para viajantes de fora da União Europeia que entram em países do espaço Schengen. Nesta sexta-feira (10), o novo sistema digital de controle de fronteiras tornou-se a única opção nos países do bloco que o adotaram, após uma implementação gradual iniciada em outubro de 2025. Ao chegar, passageiros com ou sem visto precisam escanear o documento em um totem de autoatendimento, registrar dados biométricos e, depois, seguir para a verificação com agentes de imigração. A mudança, segundo a Comissão Europeia, busca modernizar o controle de entrada, reforçar a segurança e monitorar permanências irregulares.
De acordo com informações do G1, com dados da Comissão Europeia e da AFP, o sistema passou a substituir de forma definitiva os carimbos manuais nos países do espaço Schengen, com exceção de Irlanda e Chipre. A medida se aplica a cidadãos de países de fora da União Europeia, incluindo também o controle sobre entradas no bloco formado pelos 27 Estados-membros e ainda Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
Como funciona o novo controle de entrada na União Europeia?
No desembarque, o passageiro de fora da União Europeia deve apresentar o passaporte ou outro documento exigido e escaneá-lo em um terminal de autoatendimento. Nesse processo, o sistema registra informações biométricas, como impressões digitais e imagem facial. Depois dessa etapa, o viajante ainda passa pelos agentes de imigração.
Com a adoção do sistema, as autoridades deixam de depender do carimbo manual para registrar a entrada e a saída. Em vez disso, os dados ficam armazenados digitalmente, incluindo informações de contato, registros biométricos e as datas de entrada e de saída. Segundo a Comissão Europeia, isso permite acompanhar permanências ilegais e recusas de entrada com mais precisão.
Por que a União Europeia adotou esse sistema?
A Comissão Europeia afirma que a mudança tem como objetivo modernizar e agilizar os controles fronteiriços, além de prevenir a imigração irregular e reforçar a segurança. A implantação começou de forma gradual em outubro de 2025 e, nesse período, houve relatos de longas filas em alguns aeroportos, como o de Lisboa, em Portugal.
Nesta sexta-feira (10), o órgão informou que, desde o início da implementação, mais de 52 milhões de entradas e saídas foram registradas pelo mecanismo. Também segundo a comissão, mais de 27 mil pessoas tiveram a entrada recusada no bloco, entre elas 700 classificadas como ameaça à segurança.
“Desde a sua introdução, foram registadas mais de 52 milhões de entradas e saídas”
“O registo de um viajante demora, em média, apenas 70 segundos, o que é um período de tempo muito curto”
Quem é afetado e o que muda para o viajante?
A nova regra vale para cidadãos de países que não fazem parte da União Europeia. Isso inclui viajantes com ou sem visto, desde que estejam entrando em países do espaço Schengen abrangidos pelo sistema. Na prática, o passageiro deixa de receber o carimbo físico no passaporte e passa a ter seu histórico de entrada e saída controlado de forma digital.
Entre os principais pontos informados no texto original, estão:
- implementação gradual iniciada em outubro de 2025;
- adoção como única opção a partir desta sexta-feira (10);
- registro de impressões digitais e imagem facial;
- substituição do carimbo manual por controle digital;
- exceções para Irlanda e Chipre.
Esse sistema é o mesmo que o Etias?
Não. O texto destaca que o novo controle de fronteiras não é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens (Etias). O Etias é uma autorização eletrônica de viagem separada, cuja implementação, segundo a reportagem, está prevista apenas para o fim de 2026.
Assim, a mudança que entrou em vigor agora trata especificamente do registro de entrada e saída nas fronteiras da União Europeia e do espaço Schengen para viajantes de fora do bloco. Já o Etias continuará sendo uma etapa distinta, quando for efetivamente implementado.