A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal manteve por unanimidade, na noite de 20 de março de 2026, a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro. O último voto foi do ministro Gilmar Mendes, que acompanhou o relator, André Mendonça, e consolidou a decisão do colegiado. O julgamento ocorreu no STF, em Brasília, e tratou da manutenção da custódia de Vorcaro, apontado no processo como integrante de uma organização criminosa armada, segundo o voto do relator.
De acordo com informações do g1, Gilmar Mendes apresentou voto com 42 páginas e concordou com a manutenção da prisão do dono do Master. O ministro, no entanto, fez ressalvas sobre pontos do procedimento, ao afirmar que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deveria ter sido ouvido na ação antes da deliberação de André Mendonça, já que Vorcaro estava em prisão domiciliar.
O que decidiu a Segunda Turma do STF?
Com o voto de Gilmar Mendes, a Segunda Turma confirmou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro por decisão unânime entre os ministros que participaram do julgamento. Além de André Mendonça e Gilmar, já haviam votado pela manutenção da medida os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento por motivo de foro íntimo. Assim, não integrou a deliberação sobre o caso.
Quais foram os argumentos apresentados por Gilmar Mendes?
No voto, Gilmar Mendes afirmou que a manifestação do Ministério Público não poderia ser tratada como simples formalidade. Em trecho reproduzido pelo g1, o ministro declarou:
“A atuação do Ministério Público não constitui mera formalidade procedimental, mas expressão essencial do modelo acusatório”.
Apesar dessa observação, Gilmar acompanhou o entendimento pela manutenção da prisão de Vorcaro. O ministro também desaprovou a permanência do banqueiro em penitenciária federal, ao dizer que a decisão não agregou elementos novos ou contemporâneos que demonstrassem, de forma específica, risco efetivo à ordem pública ou à integridade do custodiado.
Segundo o relato da reportagem original, Gilmar Mendes considerou que o projeto de influenciadores para atacar o Banco Central e repasses feitos para o pai de Vorcaro justificam a prisão do banqueiro. No mesmo voto, o ministro também fez críticas à cobertura jornalística do caso.
“Vazamentos ilegais, açodamento na investigação, atropelo a ritos processuais, menosprezo ao direito de defesa e antecipação de culpa por meio de certos órgãos de imprensa”.
Como ficou a composição dos votos no julgamento?
A formação do resultado ficou assim:
- André Mendonça, relator: votou pela manutenção da prisão no dia 13;
- Luiz Fux: acompanhou o relator;
- Kassio Nunes Marques: acompanhou o relator;
- Gilmar Mendes: apresentou o último voto e consolidou a unanimidade entre os votantes;
- Dias Toffoli: declarou-se suspeito por motivo de foro íntimo.
No voto proferido anteriormente, André Mendonça afirmou que Daniel Vorcaro integra uma organização criminosa armada que se apresenta como uma “perigosa ameaça”. Esse entendimento foi mantido pelo colegiado ao final do julgamento.
O que muda para Daniel Vorcaro após a decisão?
Com a decisão da Segunda Turma, fica mantida a prisão preventiva de Daniel Vorcaro. O julgamento também registrou divergências pontuais sobre o procedimento e sobre o local de custódia, mas sem alterar o resultado principal: a continuidade da prisão.
A decisão reafirma o entendimento já adotado pelo relator e pelos demais ministros que participaram do caso. Até o momento, conforme as informações publicadas pela fonte, o Supremo confirmou a permanência de Vorcaro sob custódia, ainda que Gilmar Mendes tenha apontado ressalvas quanto à tramitação e à fundamentação para a penitenciária federal.