Cogumelo Lanmaoa asiatica provoca alucinações semelhantes em diferentes pessoas - Brasileira.News
Início Ciência & Inovação Cogumelo Lanmaoa asiatica provoca alucinações semelhantes em diferentes pessoas

Cogumelo Lanmaoa asiatica provoca alucinações semelhantes em diferentes pessoas

0
1

Um estudo relatado pela imprensa internacional reacendeu a atenção para um fenômeno registrado na província de Yunnan, na China: pessoas que consumiram o cogumelo Lanmaoa asiatica passaram a relatar alucinações com pequenas figuras humanas ou fantásticas. Segundo o texto, os casos costumam surgir no verão, levar moradores a hospitais e incluem visões de seres minúsculos andando por baixo de portas, escalando paredes e se agarrando a móveis. De acordo com informações da VICE, autoridades de saúde chinesas já investigaram o tema e associaram os episódios a esse fungo, consumido há anos na região.

O artigo afirma que o cogumelo é conhecido localmente pelo sabor umami, mas também pela necessidade de preparo completo para eliminar suas propriedades alucinógenas. O biólogo Colin Domnauer, citado na reportagem, voltou a examinar um tema que, segundo o texto, perdeu espaço no debate oficial. A peculiaridade destacada é que diferentes pessoas, inclusive em contextos culturais distintos, descreveriam um tipo semelhante de alucinação: a presença de figuras pequenas, descritas como duendes ou seres fantásticos.

O que são as chamadas alucinações lilliputianas?

Cientistas chamam esse tipo de ocorrência de “alucinações lilliputianas”, expressão usada para descrever visões de humanos em miniatura ou criaturas de fantasia em tamanho reduzido. A reportagem destaca que se trata de um fenômeno raro. No caso do Lanmaoa asiatica, o aspecto incomum estaria na repetição do mesmo padrão visual entre pessoas diferentes.

De acordo com o texto, relatos semelhantes apareceram na China no início da década de 1990 e até antes, em Papua-Nova Guiné. Na ocasião, pesquisadores que investigavam episódios descritos como “loucura dos cogumelos” teriam descartado os relatos como mito cultural depois que testes químicos não encontraram respostas conclusivas. A própria espécie, porém, só foi formalmente descrita em 2015, segundo a reportagem.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

Como pesquisadores ligaram o fungo aos relatos na China?

A matéria informa que Domnauer visitou mercados de cogumelos em Yunnan e perguntou a vendedores qual espécie estaria associada às visões de “pequenas pessoas”. Segundo o relato, todos apontaram L. asiatica. Depois disso, testes genéticos teriam confirmado a identidade da espécie, enquanto estudos em laboratório mostraram mudanças comportamentais acentuadas em camundongos expostos a extratos do fungo.

O pesquisador também teria encontrado a mesma espécie nas Filipinas, apesar de diferenças na aparência, o que sugere uma distribuição mais ampla do cogumelo e de seus efeitos do que se imaginava. A reportagem não detalha o composto ativo responsável pelas visões, mas ressalta que ele não seria a psilocibina, substância comumente associada a cogumelos alucinógenos usados de forma recreativa ou terapêutica.

  • Os efeitos descritos levariam entre 12 e 24 horas para começar.
  • As alucinações poderiam durar por um período prolongado.
  • Em alguns casos, haveria necessidade de hospitalização e observação cuidadosa.

Por que esse caso chama a atenção de pesquisadores?

Segundo a reportagem, a longa duração dos efeitos tornaria o fungo pouco prático como droga recreativa, o que ajudaria a explicar por que nenhuma cultura parece utilizá-lo intencionalmente com esse objetivo. O interesse científico, nesse contexto, estaria menos no uso do cogumelo e mais na regularidade com que ele produziria visões parecidas em diferentes populações.

O texto conclui que ainda há muito a ser esclarecido sobre como esse fungo gera experiências alucinatórias tão consistentes em partes distintas do mundo. Para os pesquisadores mencionados, entender esse mecanismo pode ajudar a ampliar o conhecimento sobre transtornos cerebrais, consciência humana e compostos químicos presentes em fungos. A reportagem, no entanto, não apresenta conclusões definitivas, mas sim um panorama do que já foi observado e do que ainda precisa ser investigado.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp us

Sair da versão mobile