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China veta compra da Manus pela Meta por US$ 2 bilhões após investigação

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A China vetou a aquisição da Manus pela Meta, negócio estimado em US$ 2 bilhões, após uma investigação de meses conduzida pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a NDRC. A decisão foi anunciada na segunda-feira e determina que as partes desfaçam integralmente a operação. De acordo com informações da TechCrunch, o caso envolve uma startup de IA criada por engenheiros chineses, depois transferida para Singapura, e comprada pela Meta no fim do ano passado.

O bloqueio representa uma das intervenções mais relevantes de Pequim em uma transação internacional do setor de tecnologia e pode afetar os planos da Meta no mercado de agentes de inteligência artificial. Segundo a NDRC, não houve detalhamento público adicional sobre os motivos da decisão, mas o órgão determinou a retirada completa da transação com base nas leis e regulamentos aplicáveis.

O que a autoridade chinesa decidiu sobre o negócio?

Em comunicado citado pela reportagem, a NDRC afirmou que proibiu o investimento estrangeiro no projeto Manus e exigiu que os envolvidos retirem a operação de aquisição. A manifestação oficial foi reproduzida pela TechCrunch como uma decisão formal do órgão responsável pelo planejamento econômico da China.

“The National Development and Reform Commission (NDRC) has made a decision to prohibit foreign investment in the Manus project in accordance with laws and regulations, and has required the parties involved to withdraw the acquisition transaction,”

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A medida atinge diretamente uma aquisição anunciada em dezembro de 2025. Na ocasião, a Meta informou a compra da startup de IA sediada em Singapura por um valor aproximado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, com a intenção de incorporar a tecnologia de agentes ao Meta AI.

Como a operação já havia avançado antes do veto?

Apesar da ordem para desfazer o negócio, a situação descrita pela reportagem é mais complexa. Cerca de 100 funcionários da Manus já haviam se transferido para os escritórios da Meta em Singapura em março, enquanto os fundadores assumiram cargos executivos na estrutura da empresa. O texto informa ainda que o CEO Xiao Hong passou a se reportar diretamente a Javier Olivan, diretor de operações da Meta.

A reportagem também afirma que Hong e o cientista-chefe Yichao Ji estariam submetidos a restrições de saída, o que os impediria de deixar a China continental. O texto usa o termo “reportedly”, indicando que essa informação foi relatada, sem atribuição a uma confirmação direta dos envolvidos.

Em resposta à TechCrunch, um porta-voz da Meta afirmou que a transação cumpriu integralmente a legislação aplicável e que a empresa espera uma resolução adequada para a apuração em curso.

“The transaction complied fully with applicable law. We anticipate an appropriate resolution to the inquiry,”

Qual é a origem da Manus e por que o caso chamou atenção?

A Manus foi fundada em 2022 por Hong, Ji e Tao Zhang. Segundo a reportagem, a empresa transferiu sua sede da China para Singapura em meados de 2025. Antes disso, os fundadores haviam criado em Pequim a controladora Butterfly Effect. Esse histórico passou a atrair escrutínio regulatório e político tanto na China quanto nos Estados Unidos.

O texto cita que a aquisição previa uma saída completa da estrutura de propriedade e das operações chinesas da empresa, conforme noticiado pelo Nikkei Asia. Ainda assim, a origem chinesa da startup permaneceu no centro das atenções. Em Washington, o senador John Cornyn já havia levantado questionamentos sobre o investimento da Benchmark na companhia e sobre a destinação de capital americano a uma empresa ligada à China.

Quais são os principais pontos do impasse?

  • A NDRC anunciou o veto à aquisição na segunda-feira.
  • O órgão ordenou que Meta e Manus desfaçam completamente a transação.
  • O negócio havia sido anunciado em dezembro de 2025.
  • Cerca de 100 funcionários da Manus já estavam nos escritórios da Meta em Singapura em março.
  • A Meta disse que a operação cumpriu a legislação aplicável.

Até o momento, segundo a TechCrunch, a Manus não respondeu ao pedido de comentário. O caso amplia a pressão sobre operações transfronteiriças envolvendo inteligência artificial, especialmente quando há conexões empresariais e societárias entre China, Singapura e Estados Unidos.

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