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Chikungunya em Dourados leva a repasse de mais de R$ 28 milhões em saúde

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Dourados, em Mato Grosso do Sul, vai receber mais de R$ 28 milhões do Ministério da Saúde para ampliar o atendimento da assistência especializada em meio à epidemia de chikungunya no município e na região. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, mesmo dia em que a cidade confirmou a sexta morte pela doença. De acordo com informações da Radioagência, o município soma 1.572 casos confirmados.

Segundo o Ministério da Saúde, o repasse busca ampliar a capacidade de resposta da rede especializada diante do avanço da doença. Em Dourados, 80% dos mais de 1,5 mil casos confirmados estão concentrados na Reserva Indígena de Dourados, área que também passou a contar, nesta semana, com 50 agentes de saúde exclusivos para atender a população.

Como será feito o reforço no atendimento em Dourados?

Além do repasse anunciado para a assistência especializada em Dourados e região, o Hospital da Missão Evangélica de Caiuá, voltado à atenção especializada aos povos indígenas, receberá um aporte anual de R$ 1 milhão. A medida faz parte da resposta federal ao cenário epidemiológico no município.

A estrutura de atendimento também conta com o apoio de 40 profissionais da Força Nacional do SUS, que já atuam na região desde 17 de março, de acordo com o Ministério da Saúde. O coordenador da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli, detalhou os valores do reforço financeiro anunciado nesta sexta-feira.

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O que disseram técnicos sobre a situação na reserva indígena?

O coordenador de Vigilância da Secretaria Especial de Saúde Indígena em Mato Grosso do Sul, Bruno da Silva Oliveira, afirmou que a chegada dos agentes de endemias é uma medida essencial para enfrentar a emergência sanitária e prevenir novos surtos.

“A contratação desses agentes de endemias é fundamental para, esse momento que a gente está vivendo esse cenário epidemiológico de emergência, para a gente atenuar essa situação. E, num momento futuro, para um controle vetorial efetivo, para que isso não volte a acontecer”

Bruno Oliveira também disse que, entre os Distritos Sanitários Especiais Indígenas espalhados pelo país, não há notícia de situação semelhante à registrada em Dourados.

“A gente não tem notícias de nenhuma situação semelhante ao que está acontecendo em Dourados, no Mato Grosso do Sul. A gente não tem informações de aumento de casos substanciais, nem de dengue, nem de chikungunya, nem de zyka”.

Como está o cenário da chikungunya em Mato Grosso do Sul?

Dados do Ministério da Saúde mostram que o coeficiente de incidência de chikungunya em Mato Grosso do Sul é de 144 casos por 100 mil habitantes. O índice é 13 vezes maior do que a média nacional. Goiás aparece em segundo lugar, com incidência de 95 casos por 100 mil habitantes.

Embora o estado goiano concentre quase 30% dos mais de 24 mil casos prováveis no país, Mato Grosso do Sul responde por 17% desse total. O avanço da doença em Dourados colocou o município no centro da resposta emergencial das autoridades de saúde.

Quais são os sintomas e como combater o mosquito?

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da chikungunya incluem febre, dores musculares, dor de cabeça e dores intensas nas articulações. A orientação é dedicar dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa.

  • Verificar caixas d’água destampadas
  • Eliminar água acumulada em pratos de plantas
  • Descartar ou guardar corretamente garrafas e pneus
  • Observar calhas, ralos, lonas e outros recipientes
  • Evitar qualquer ponto com água parada

Segundo a pasta, esse cuidado é considerado fundamental para reduzir a proliferação do mosquito transmissor e ajudar no controle da epidemia, especialmente em áreas com maior concentração de casos, como a Reserva Indígena de Dourados.

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