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Projeto da UEPG oferece atendimento odontológico a idosos em Jaguariaíva

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Estudantes e pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) iniciaram nesta semana a segunda fase de um projeto de extensão voltado à saúde bucal no Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, no interior do Paraná. A iniciativa, que faz parte do programa Viver Mais Paraná e é coordenada pela Cohapar, busca oferecer tratamentos especializados e a produção de próteses para os residentes da unidade, aliando o atendimento comunitário ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas de pós-graduação.

De acordo com informações da Agência Paraná, a ação é vinculada ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia da instituição. Para este ano, o planejamento prevê a confecção de 33 próteses bucais, além de diversos procedimentos de atenção primária e secundária para a população idosa local, promovendo a reabilitação oral e o bem-estar dos moradores.

Como funciona o atendimento odontológico no Condomínio do Idoso?

A equipe de saúde se desloca até o condomínio em três quartas-feiras de cada mês, levando todo o suporte técnico necessário para as consultas. O grupo utiliza equipamentos móveis, como cadeiras odontológicas portáteis e motores, permitindo que as avaliações ocorram dentro da própria estrutura residencial. Antes do início efetivo dos tratamentos nesta semana, os pesquisadores realizaram um rastreio prévio em março para identificar as necessidades individuais e preencher as fichas clínicas dos pacientes atendidos.

Durante as visitas recentes, os moradores foram submetidos a exames de raio-x digital e atendimentos em áreas específicas, como a periodontia. Essa especialidade foca na prevenção e no tratamento de doenças que atingem as gengivas e os ligamentos de suporte dos dentes. Segundo a coordenação do projeto, a maioria dos residentes necessita de reabilitação oral, o que torna o ambiente um campo fértil para a aplicação prática de estudos avançados sobre próteses e saúde coletiva.

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Quais são os benefícios das novas tecnologias aplicadas ao projeto?

A integração entre extensão e pesquisa permite a introdução de métodos modernos de tratamento no condomínio. A doutoranda Tatiane Oliveira, que atua como profissional bolsista, destaca que sua pesquisa utilizará impressoras 3D para a criação de próteses totais. Os moradores participantes serão beneficiados com materiais de última geração, permitindo que a academia compare a eficácia do método convencional com a tecnologia digital de ponta.

Além da inovação tecnológica, o projeto foca no atendimento humanizado. Para a professora coordenadora Nara Hellen Bombarda, o retorno à Jaguariaíva representa o fortalecimento de vínculos afetivos e profissionais.

A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade

, afirmou a docente, ressaltando que a experiência retira os alunos dos limites físicos da universidade para enfrentar desafios reais da saúde pública estadual.

Qual é o impacto da iniciativa na formação dos pós-graduandos?

Os mestrandos envolvidos no projeto utilizam a prática clínica para embasar suas dissertações e ampliar o conhecimento técnico. Alex Nunes de Lara, por exemplo, foca sua pesquisa em placas oclusais, dispositivos utilizados para tratar dores musculares e articulares na face. Para ele, a entrega de tratamentos gratuitos e de qualidade é gratificante e essencial para o entendimento de protocolos específicos para pessoas que utilizam próteses.

O mestrando João Pedro Plinta também ressalta o valor da experiência prática na área de prótese fixa. Ele observa que a contribuição para a qualidade de vida dos idosos é o ponto central da atividade, gerando benefícios mútuos para a comunidade e para o corpo científico da universidade. Entre os principais pilares do projeto, destacam-se:

  • Atendimento clínico especializado em Jaguariaíva;
  • Produção de 33 próteses bucais ao longo de 2024;
  • Uso de tecnologia de impressão 3D em odontologia;
  • Pesquisas em periodontia e reabilitação oral;
  • Formação humanizada para alunos de mestrado e doutorado.

Para os moradores, como a senhora Vany Dias Santos, de 65 anos, a presença constante da universidade garante segurança e assistência contínua.

Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida. Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores

, relatou a residente, que participa da iniciativa desde a primeira edição, iniciada no ano de 2024.

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