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Aparelho da UCS ajuda jovem a recuperar movimentos após AVC no RS

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Um equipamento desenvolvido pela Universidade de Caxias do Sul para reabilitação de pacientes em estado grave está sendo testado na Clínica de Fisioterapia da instituição, no Rio Grande do Sul, e tem auxiliado pessoas com sequelas motoras a movimentar de forma automatizada os membros inferiores. Entre os casos acompanhados está o da jovem Ana Moraes, de 26 anos, que sofreu um AVC em abril de 2025, passou por cirurgia e entrou em um processo intenso de recuperação. De acordo com informações do g1, a tecnologia foi criada ao longo de cinco anos de estudos com apoio da Finep e parceria com uma empresa do setor privado.

Chamado de Autofisio 500, o aparelho tem a função de ajudar pacientes acamados a mover os membros inferiores de forma automatizada. O procedimento, que antes era feito manualmente, busca oferecer mais conforto e bem-estar, além de estimular a recuperação de pessoas com limitações motoras associadas a problemas neurológicos.

Como o equipamento atua na reabilitação dos pacientes?

Segundo a fisioterapeuta Fernanda Trubíán, que participou do desenvolvimento do equipamento, pacientes acamados podem apresentar complicações ligadas à imobilidade, como rigidez articular, perda de força muscular, dor, edema e piora da circulação. Nesse contexto, a mobilização passiva é apontada como um recurso importante para manter as articulações em movimento e preservar propriedades musculoesqueléticas.

“Pacientes acamados tendem a apresentar uma série de complicações associadas à imobilidade, como rigidez articular, perda de força muscular, dor, edema e até piora da circulação. A mobilização passiva, nesse contexto, é fundamental para manter as articulações em movimento, preservar as propriedades musculoesqueléticas e favorecer a circulação”

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O equipamento está sendo testado em oito unidades na clínica da UCS, com pacientes que apresentam sequelas motoras. A proposta é automatizar parte desse processo terapêutico, que antes dependia exclusivamente da execução manual por profissionais.

Qual foi a recuperação relatada por Ana Moraes?

Ana Moraes, de 26 anos, sofreu um AVC em abril de 2025. Ela passou por cirurgia, ficou 21 dias internada e, desse total, 15 dias em coma induzido. Ao despertar, não conseguia falar, escrever nem mover o lado direito do corpo.

Desde então, a jovem afirma manter uma rotina voltada à recuperação, com terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, fisioterapia e fonoaudiologia.

“Desde então, estou em um processo intenso de reabilitação, com terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, fisioterapia e fonoaudióloga. Hoje, minha rotina é totalmente voltada para essa recuperação”

Segundo o relato publicado, a evolução de Ana com o uso do Autofisio 500 é considerada surpreendente pelos profissionais que a acompanham. Atualmente, ela diz que já não precisa mais de cadeira de rodas nem de apoio para caminhar, utilizando apenas uma órtese no pé em caminhadas mais longas.

“Os profissionais que me acompanham destacam isso com frequência. Hoje, já não preciso mais de cadeira de rodas nem de apoio para caminhar. Uso apenas uma órtese no pé em caminhadas mais longas.”

Como o projeto foi desenvolvido na universidade?

O desenvolvimento do equipamento levou cinco anos de estudos. O projeto recebeu mais de R$ 3 milhões em recursos da Finep e foi realizado em parceria com uma empresa do setor privado. A coordenação ficou a cargo do diretor-técnico do Hospital Geral de Caxias do Sul, Alexandre Avido.

Para Fernanda Trubíán, a concretização do projeto traz expectativa e responsabilidade para dar continuidade às pesquisas e ao aprimoramento da tecnologia, com foco em segurança e eficácia para pacientes e para a prática clínica dos fisioterapeutas.

“Gera uma grande responsabilidade em continuar pesquisando e aprimorando a tecnologia, para que ela realmente contribua, de forma segura e eficaz, tanto para os pacientes quanto para a prática clínica dos fisioterapeutas”

A paciente também relatou considerar um privilégio participar das sessões de teste do equipamento.

“poder ter acesso a uma tecnologia inovadora como essa, que está contribuindo diretamente para a minha evolução e para os outros pacientes que vão utilizá-la, é algo que faz toda a diferença.”

Quais são os principais pontos do projeto?

  • O equipamento foi desenvolvido pela Universidade de Caxias do Sul.
  • O nome da tecnologia é Autofisio 500.
  • O aparelho automatiza a movimentação passiva dos membros inferiores.
  • Oito unidades estão em teste na Clínica de Fisioterapia da UCS.
  • O projeto recebeu mais de R$ 3 milhões da Finep.

O caso de Ana Moraes é um dos exemplos citados no período de testes da tecnologia. A iniciativa reúne universidade, área clínica e financiamento público para buscar alternativas de apoio à reabilitação de pacientes com sequelas motoras graves.

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