As vendas de veículos 0 km cresceram 46,8% em março na comparação com fevereiro, segundo levantamento da Anef divulgado na quarta-feira, 15 de abril de 2026. O avanço foi registrado no Brasil e, de acordo com informações do Poder360, é atribuído pela associação à maior oferta de modelos e aos efeitos do programa federal Mover, que destinou R$ 10 bilhões ao setor.
No segmento de veículos pesados, as vendas avançaram 32,5% no mês, em movimento que, segundo a entidade, reflete os investimentos previstos no programa. A região Sudeste concentrou 44% das transações e liderou o desempenho nacional no período analisado.
O que explica a alta nas vendas de veículos novos?
A Anef afirma que o crescimento de março pode ser explicado por dois fatores principais: a ampliação da oferta de modelos e os efeitos do programa Mover. O levantamento relaciona o desempenho do mercado à política federal voltada ao setor automotivo.
Além dos veículos novos, o mercado de seminovos e usados também apresentou avanço. Em março, esse segmento registrou alta de 22,8% em relação a fevereiro, com estabilidade no ritmo médio diário de vendas, segundo os dados citados pela reportagem.
- Vendas de veículos 0 km: alta de 46,8% em março ante fevereiro
- Veículos pesados: avanço de 32,5% no mês
- Seminovos e usados: alta de 22,8%
- Região Sudeste: 44% das transações
Quais modelos e marcas lideraram o mercado em março?
Entre os automóveis e comerciais leves, o Fiat Strada liderou as vendas no período. No segmento de pesados, o Volvo FH foi apontado como o modelo mais vendido em março de 2026. Já no mercado de motocicletas, a Honda apareceu na liderança do ranking mencionado no levantamento.
Os dados indicam que o desempenho positivo não ficou restrito a uma única faixa do mercado automotivo. Houve crescimento em veículos novos, pesados e usados, o que sugere um mês de expansão mais ampla dentro do setor acompanhado pela associação.
Quais fatores podem afetar o mercado nos próximos meses?
A Anef informou que monitora os impactos de conflitos internacionais no Oriente Médio e no Cáucaso. Segundo a associação, esses eventos podem gerar incertezas sobre os preços dos combustíveis e afetar a confiança do consumidor nos próximos meses.
Com isso, embora março tenha registrado forte alta nas vendas, a entidade sinaliza que o cenário externo segue no radar por seu potencial de influenciar custos e decisões de compra. O levantamento apresentado, porém, limita-se a apontar esse risco, sem detalhar projeções adicionais para os meses seguintes.