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Varejo da Paraíba alcança quarta maior taxa de crescimento do Brasil em fevereiro

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O comércio varejista da Paraíba apresentou a quarta maior taxa de crescimento no volume de vendas em todo o Brasil durante o mês de fevereiro, conforme revelado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). O levantamento, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou uma alta de 2,4% no estado em comparação ao mês de janeiro. O resultado positivo ocorreu mesmo diante de um cenário econômico desafiador, com a manutenção de taxas de juros elevadas, sendo impulsionado principalmente pela retomada do consumo de itens essenciais.

De acordo com informações do Governo da Paraíba, o desempenho do estado superou significativamente a média nacional, que registrou um incremento de apenas 0,6% no mesmo período analisado. A Paraíba se consolidou em uma posição de destaque entre as 27 unidades da federação, evidenciando a força da economia regional no primeiro bimestre do ano.

Quais estados lideraram o crescimento do varejo no Brasil?

O ranking nacional de crescimento no volume de vendas em fevereiro foi liderado pelo estado do Paraná, seguido pela Bahia e Minas Gerais. A Paraíba garantiu a quarta colocação, fechando o grupo das economias estaduais que mais se expandiram no mês. Os índices registrados foram os seguintes:

  • Paraná: 2,9%
  • Bahia: 2,7%
  • Minas Gerais: 2,5%
  • Paraíba: 2,4%

Em uma perspectiva anual, comparando fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano anterior, a Paraíba manteve a trajetória de ascensão com uma alta de 2,6%. Esse valor é consideravelmente superior ao índice do Brasil como um todo, que marcou apenas 0,2%. O levantamento detalha ainda que nove unidades federativas enfrentaram retração no volume de vendas nesse recorte temporal.

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Como se comportou o comércio varejista ampliado na Paraíba?

No segmento do comércio varejista ampliado — categoria que engloba atividades de veículos, motocicletas, partes e peças, além de material de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo —, a **Paraíba** também apresentou números robustos. O estado registrou uma alta de 1,8% no comparativo entre fevereiro e janeiro, enquanto o crescimento médio do país para esse indicador foi de 1%.

O gerente da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, Cristiano Santos, atribuiu o resultado positivo deste ano a uma mudança no perfil de consumo. Segundo o especialista, houve uma retomada importante na comercialização de produtos básicos, o que impacta diretamente os índices gerais devido ao peso desses itens na economia doméstica.

A volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, sobretudo atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tem um peso grande no indicador geral.

Quais setores do comércio paraibano apresentaram maior alta?

Dentre as oito categorias econômicas investigadas pela PMC, quatro apresentaram crescimento nas vendas em fevereiro no estado. O destaque positivo ficou para os setores de livros, jornais, revistas e papelaria; combustíveis e lubrificantes; hiper e supermercados (incluindo produtos alimentícios e bebidas); e o ramo de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria.

Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram dificuldades no período. As quedas foram registradas nas áreas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; outros artigos de uso pessoal e doméstico; tecidos, vestuário e calçados; além do setor de móveis e eletrodomésticos.

Qual é o impacto da política fiscal no consumo estadual?

Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, os dados do IBGE refletem a continuidade de uma gestão focada no equilíbrio fiscal e no fomento ao desenvolvimento econômico. Ele destaca que a colaboração entre o poder público e a iniciativa privada tem sido fundamental para manter o dinamismo do mercado local.

O indicador do varejo do IBGE nos últimos anos tem colocado a Paraíba em evidência nacional, mostrando que a política de responsabilidade fiscal equilibrada e de desenvolvimento adotada pelo Governo do Estado junto com a parceria da iniciativa privada continua no caminho certo.

A Pesquisa Mensal do Comércio é realizada desde 1995 e investiga a receita bruta de revenda em empresas formalmente constituídas que possuem 20 ou mais funcionários. Os resultados servem como um termômetro essencial para acompanhar o comportamento conjuntural da economia brasileira e estadual ao longo dos anos.

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