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Vacinas contra gripe e Covid-19 ajudam a prevenir infarto e AVC no Paraná

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná emitiu um alerta sobre a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19 como ferramenta essencial de proteção cardiovascular. Além de combater infecções respiratórias, a imunização atua na prevenção de complicações graves, como o infarto agudo do miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com informações da Agência Paraná, o objetivo é garantir a estabilidade clínica da população e evitar a descompensação de doenças crônicas pré-existentes.

As autoridades de saúde explicam que as infecções virais não afetam apenas os pulmões, mas podem atuar como um gatilho inflamatório para problemas cardíacos e cerebrais. O risco é acentuado em indivíduos que já convivem com comorbidades, como hipertensão, diabetes, obesidade ou doença renal crônica. Nesses casos, uma infecção que poderia ser considerada comum tem o potencial de evoluir para uma piora clínica severa ou gerar dependência funcional permanente.

Como a vacina protege contra problemas cardíacos?

Estudos científicos internacionais corroboram a tese de que a imunização protege o sistema circulatório. Pesquisas publicadas em periódicos prestigiados, como o New England Journal of Medicine e o The Lancet, indicam dados alarmantes sobre a falta de proteção. Segundo os levantamentos, o risco de sofrer um infarto agudo do miocárdio pode crescer em seis vezes logo na primeira semana após o diagnóstico de influenza. No caso da Covid-19, o risco de um AVC isquêmico pode subir até sete vezes após a contaminação.

Em contrapartida, os dados demonstram que a vacinação contra a gripe está diretamente associada a uma redução de 34% nos grandes eventos cardiovasculares. Para pacientes que já possuem doença coronariana, a dose anual reduz significativamente o risco de morte ou de episódios de trombose de stent. Esses indicadores reforçam que a vacina é uma intervenção de saúde pública com impacto direto na longevidade e na qualidade de vida dos cidadãos paranaenses.

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Qual é o impacto da vacinação na saúde coletiva?

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a imunização é uma ferramenta de proteção sistêmica, fundamental para preparar o organismo antes da queda das temperaturas. Ele reforça que o cuidado individual reflete na proteção de toda a comunidade, especialmente diante do envelhecimento populacional observado no país.

Quanto antes nos vacinarmos, melhor. O corpo demora de duas a três semanas para estar com a imunidade completa. Ao evitarmos a infecção, impedimos uma inflamação intensa que sobrecarrega o coração e o sistema circulatório. Vacinar também é cuidar do coração, do cérebro e da vida, sendo uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde individual e coletiva em um cenário de envelhecimento da população.

No estado do Paraná, a campanha de vacinação contra a gripe já atingiu a marca de 597 mil doses aplicadas desde o dia 28 de março. A meta estabelecida pelo governo estadual é imunizar 4.815.445 pessoas até o final de maio. O foco principal é atingir a cobertura de 90% nos grupos prioritários, buscando reverter índices de anos anteriores.

Quem deve procurar a imunização no Paraná?

A vacina contra a Covid-19 continua disponível para diversos estratos da sociedade, garantindo que os mais vulneráveis mantenham seus esquemas vacinais atualizados. A lista de grupos aptos a receber a dose inclui:

  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e trabalhadores da saúde;
  • Indivíduos imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  • Gestantes e puérperas;
  • Pessoas com deficiência permanente ou comorbidades graves;
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
  • Pessoas em situação de rua e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Para garantir o acesso, a Sesa mantém o abastecimento contínuo de mais de 1.850 salas de vacinação distribuídas pelos 399 municípios paranaenses. A orientação oficial é para que os cidadãos compareçam à Unidade Básica de Saúde mais próxima para verificar a caderneta e aproveitar a estratégia de multivacinação. A atualização das doses antes do inverno é vista como a principal defesa contra o aumento sazonal das internações por problemas respiratórios e circulatórios.

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