O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, determinou na segunda-feira, 20 de abril de 2026, que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixe o território norte-americano. Segundo o relato publicado pela Revista Fórum, a medida foi tomada após o agente ser apontado como responsável por colaborar com o ICE na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, na Flórida. De acordo com informações da Revista Fórum, o governo norte-americano alegou que o delegado teria tentado usar o sistema migratório dos EUA para fins políticos.
A decisão, de acordo com a publicação, foi atribuída ao Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental. A Embaixada do Brasil nos Estados Unidos confirmou que o alvo da medida é Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami como oficial de ligação e estava em missão no país desde março de 2023, com permanência prorrogada até agosto deste ano. O Itamaraty, ainda segundo o texto original, informou que não comentaria o episódio.
O que os Estados Unidos alegam contra o delegado da PF?
Segundo a reportagem, o governo dos EUA afirmou que não aceitará o uso de seu território para contornar procedimentos formais de extradição. O texto diz que a administração norte-americana considerou que houve tentativa de estender ao país uma suposta perseguição política.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”
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A publicação informa que o nome de Marcelo Ivo de Carvalho não teria sido citado diretamente nessa manifestação pública, mas a identidade do delegado foi confirmada pela Embaixada do Brasil nos EUA. O episódio ocorre em meio a um impasse diplomático envolvendo a situação de Alexandre Ramagem em território norte-americano.
Qual é a relação do caso com Alexandre Ramagem?
De acordo com a Revista Fórum, Marcelo Ivo de Carvalho teria auxiliado o ICE na detenção de Alexandre Ramagem em 13 de abril, em Orlando, na Flórida. Ainda conforme o texto, a prisão ocorreu por questões migratórias e contou com informações fornecidas pela Polícia Federal brasileira. Ramagem, porém, foi solto dois dias depois por ordem administrativa, sem fiança e sem audiência judicial.
Após a liberação, segundo a reportagem, Ramagem publicou um vídeo em que agradeceu à “mais alta cúpula da administração Trump” pela intervenção em seu caso. O texto também afirma que ele aguarda em liberdade nos Estados Unidos a análise de um pedido de asilo político.
O que a reportagem informa sobre a situação judicial de Ramagem?
O artigo original descreve Alexandre Ramagem como ex-deputado e relata que ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, em 2025, a 16 anos de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado. A reportagem também afirma que ele deixou o Brasil antes do fim do julgamento e que passou por Roraima e pela Guiana até chegar aos Estados Unidos.
Além disso, o texto menciona que Ramagem é investigado no caso conhecido como “Abin Paralela”, no qual é acusado de usar a estrutura de inteligência do Estado para monitorar adversários políticos. Essas informações constam do artigo reproduzido e são apresentadas pela publicação como parte do contexto da disputa em torno do pedido de extradição encaminhado pelo Brasil a Washington em dezembro de 2025.
Quais são os pontos centrais do episódio até agora?
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O governo Trump determinou a saída de Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA em 20 de abril de 2026.
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A Embaixada do Brasil nos Estados Unidos confirmou que a medida atinge o delegado da Polícia Federal.
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Segundo a reportagem, o agente atuou junto ao ICE na prisão de Alexandre Ramagem na Flórida.
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O governo norte-americano alegou suposta manipulação do sistema migratório para fins políticos.
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O Itamaraty informou, conforme o texto original, que não comentaria o caso.
A reportagem interpreta a expulsão como um sinal de tensão diplomática entre os dois países. O texto também sustenta que a medida ocorre enquanto autoridades brasileiras buscam avançar com o pedido de extradição de Ramagem. Até o momento, o conteúdo fornecido não traz posicionamento adicional das autoridades norte-americanas além da declaração citada, nem informa novas medidas anunciadas pelo governo brasileiro após a confirmação da ordem de saída.