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TCL Electronics amplia lucro ajustado e receita em 2025, segundo balanço anual

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Gráfico de barras crescente exibido em um monitor, simbolizando resultados financeiros positivos da TCL Electronics.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

A TCL Electronics Holdings Limited informou que encerrou 2025 com crescimento de receita, lucro e dividendos, segundo resultado anual divulgado em 28 de março de 2026, em Hong Kong. De acordo com informações da AI Journal, a companhia atribuiu o desempenho à estratégia de “globalização” e de foco em produtos de médio e alto padrão, além de ganhos de eficiência operacional e expansão em mercados internacionais. No Brasil, a marca tem presença relevante no mercado de eletrônicos por meio da operação Semp TCL, o que ajuda a contextualizar o interesse local pelos resultados globais da empresa.

No ano, a empresa registrou receita de HK$ 114,58 bilhões, alta de 15,4% na comparação anual. O lucro após impostos somou HK$ 2,53 bilhões, avanço de 36,7%, enquanto o lucro ajustado atribuível aos controladores chegou a HK$ 2,51 bilhões, crescimento de 56,5% em relação ao ano anterior. O conselho também propôs dividendo final em dinheiro de 49,80 centavos de dólar de Hong Kong por ação, com taxa de distribuição equivalente a cerca de 50% do lucro ajustado atribuível aos controladores.

Quais foram os principais números do balanço da TCL Electronics?

Segundo o comunicado, o lucro bruto da companhia atingiu HK$ 17,90 bilhões em 2025, com avanço de 15,1% em base anual. A relação geral de despesas caiu 0,7 ponto percentual, para 11,1%, em meio à adoção de aplicações de inteligência artificial em pesquisa e desenvolvimento, manufatura, cadeia de suprimentos e vendas.

Entre os destaques apresentados pela empresa, aparecem:

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  • receita de HK$ 114,58 bilhões em 2025;
  • lucro após impostos de HK$ 2,53 bilhões;
  • lucro ajustado atribuível aos controladores de HK$ 2,51 bilhões;
  • dividendo final proposto de 49,80 centavos de dólar de Hong Kong por ação;
  • crescimento de 56,6% no dividendo final por ação ante o ano anterior.

O texto divulgado afirma que a companhia manteve crescimento do negócio global e reforçou sua rentabilidade geral. A proposta de dividendo, segundo a empresa, busca remunerar os acionistas pelo apoio de longo prazo e compartilhar os resultados do desenvolvimento do grupo.

Como ficou o desempenho do negócio de televisores e telas?

A divisão de telas da TCL Electronics respondeu por receita de HK$ 75,80 bilhões em 2025, alta de 9,2% em relação ao ano anterior. O lucro bruto dessa área alcançou HK$ 12,48 bilhões, avanço de 16,4%, e a margem bruta subiu 1,1 ponto percentual, para 16,5%.

No segmento de telas de grande porte, a receita foi de HK$ 64,71 bilhões, com aumento de 7,7%. O lucro bruto dessa operação chegou a HK$ 10,90 bilhões, alta de 17,2%, e a margem bruta ficou em 16,8%. O comunicado informa ainda que a participação da TCL TV nos embarques globais atingiu 14,7%, mantendo a segunda posição entre marcas globais de televisores. Já os embarques globais de televisores Mini LED da marca cresceram 118,0%, com participação de mercado de 31,1%, o que, segundo a empresa, a manteve na liderança mundial desse segmento.

Nos mercados internacionais, a receita do negócio de telas grandes chegou a HK$ 47,50 bilhões, alta de 15,7%. O lucro bruto avançou 29,4%, para HK$ 7,17 bilhões. A empresa relaciona esse resultado à ampliação de canais, ao fortalecimento da marca e à mudança do mix de produtos para modelos de maior valor agregado. Para o leitor brasileiro, esse desempenho internacional ajuda a dimensionar a estratégia da companhia em mercados fora da China, incluindo a América Latina, onde a TCL também atua.

O que a empresa informou sobre mercados externos e China?

No exterior, a TCL disse ter registrado aceleração da demanda por televisores de telas maiores. Segundo o balanço, os embarques internacionais de TVs de 65 polegadas ou mais cresceram 50,0% em 2025, enquanto os embarques de TVs Mini LED fora da China avançaram 228,0%. A margem bruta dos mercados internacionais subiu 1,6 ponto percentual, para 15,1%.

Na Europa, a empresa afirmou ter ampliado a cobertura de canais relevantes, o que contribuiu para alta de 13,9% na receita. Na América do Norte, a TCL informou avanço de 11,2% na receita e aumento superior a 20% no preço médio de venda. Em mercados emergentes, como América Latina, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico, a receita de TVs TCL cresceu 19,8%, apoiada, segundo a companhia, em operações localizadas e na combinação entre canais físicos e comércio eletrônico. A menção à América Latina é relevante para o Brasil, um dos principais mercados da região para fabricantes de televisores e eletroeletrônicos.

Na China, descrita no texto original como mercado da RPC, a companhia afirmou ter ganhado participação mesmo com queda dos embarques da indústria, em um cenário de demanda enfraquecida. Os embarques de TVs Mini LED da TCL no país subiram 33,6%, e os de TVs QLED cresceram 29,6%. Ainda de acordo com o balanço, os televisores de 65 polegadas ou mais passaram a representar 57,6% dos embarques da marca no mercado chinês, com tamanho médio de 64,3 polegadas.

Quais outras áreas contribuíram para o resultado?

O comunicado também destaca o desempenho do negócio de internet e de áreas classificadas pela companhia como inovadoras. A receita do negócio de internet foi de HK$ 3,11 bilhões, alta de 18,3%, com margem bruta de 56,4%. A empresa informou que seus modelos internacionais de ponta estiveram entre os primeiros do setor a integrar o Google Gemini. Ao fim de 2025, a base global acumulada de usuários do TCL Channel superava 45,70 milhões.

Já o chamado negócio inovador somou receita de HK$ 35,63 bilhões, avanço de 31,9% em relação ao ano anterior. Dentro desse grupo, a operação fotovoltaica gerou HK$ 21,06 bilhões, crescimento de 63,6%, segundo os dados divulgados pela empresa.

O texto original não detalha metas adicionais além dos resultados já apresentados, nem traz comentários externos independentes sobre o desempenho. Assim, o balanço divulgado pela própria companhia concentra os indicadores financeiros, operacionais e a proposta de remuneração aos acionistas referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

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