Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada na sexta-feira, 17 de abril de 2026, mostra que 29% dos brasileiros com 16 anos ou mais dizem apostar em plataformas digitais de bets no Brasil, enquanto 71% afirmam não participar dessa atividade. O levantamento foi realizado entre 10 e 13 de abril de 2026, por meio de entrevistas domiciliares presenciais com questionários estruturados. De acordo com informações do Poder360, foram feitas 2.004 entrevistas, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Segundo o levantamento, os dados foram elaborados com base em referências como TSE 2026, PNAD 2025/4, PNAD 2024/2 e Censo 2022. A pesquisa buscou mapear o comportamento da população em relação às apostas esportivas pela internet, mas não detalha quais modalidades esportivas concentram mais apostas nem informa os valores médios investidos pelos usuários.
Como o hábito de apostar varia entre as regiões do país?
Na divisão regional, o Sul aparece com o maior percentual de apostadores: 37% da população da região afirma fazer apostas esportivas online. Em seguida vêm Sudeste, com 29%; Centro-Oeste e Norte, ambos com 27%; e Nordeste, com 25%.
Os números mostram diferenças entre as regiões, mas o estudo apresentado não aponta causas para essa variação. O levantamento apenas registra a distribuição declarada dos entrevistados sobre o uso de plataformas digitais de apostas esportivas.
Quais recortes demográficos concentram mais apostadores?
No recorte por gênero, os homens aparecem acima das mulheres. Entre eles, 33% dizem ter o hábito de apostar, ante 21% entre as mulheres.
Por faixa etária, os resultados indicam relativo equilíbrio. Entre pessoas de 16 a 34 anos, 27% afirmam apostar. Já nas faixas de 35 a 59 anos e de 60 anos ou mais, o índice é de 30% em ambas. A composição da amostra foi a seguinte:
- 31% de entrevistados entre 16 e 34 anos;
- 46% entre 35 e 59 anos;
- 23% com 60 anos ou mais.
No critério de escolaridade, os entrevistados com ensino médio lideram, com 31% de apostadores. Entre os que têm ensino superior, o índice é de 28%, enquanto os com ensino fundamental somam 24%.
Na renda familiar, o maior percentual está entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos, com 32%. Entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, o índice é de 24%. Já no grupo com renda superior a cinco salários mínimos, o percentual é de 26%.
O que a pesquisa mostra sobre religião e perfil político?
No recorte religioso, 34% dos católicos afirmam apostar em bets pela internet. Entre os evangélicos, o índice registrado foi de 23%. A amostra da pesquisa foi composta por 50% de católicos, 27% de evangélicos, 7% de pessoas de outras religiões e 16% sem religião.
O levantamento também traz um recorte de posicionamento político. Entre os que se identificam como bolsonaristas, 33% dizem apostar. Entre os independentes, o percentual é de 31%. Na esquerda não lulista, o índice é de 27%; entre os lulistas, 26%; e entre os que se declaram de direita não bolsonarista, 25%.
A distribuição política da amostra foi descrita da seguinte forma:
- 32% de independentes;
- 21% de direita não bolsonarista;
- 19% de lulistas;
- 14% de esquerda não lulista;
- 12% de bolsonaristas;
- 2% que não souberam ou não responderam.
Entre os entrevistados, 21% são beneficiários do Bolsa Família, enquanto 79% disseram não receber o auxílio. A análise por raça/cor informa que a amostra foi composta majoritariamente por pessoas pardas, com 45%, e brancas, com 43%. Pessoas pretas somaram 11%, e outras raças ou cores representaram 1%.
Quais informações a pesquisa não detalha?
Embora o levantamento apresente um retrato do alcance das apostas esportivas online no país, ele não especifica quais esportes atraem mais apostas nem quanto os apostadores costumam gastar. Assim, os dados publicados se concentram no perfil dos entrevistados e na incidência declarada do hábito de apostar.
Com isso, a pesquisa da Genial/Quaest oferece um panorama estatístico sobre a presença das bets no cotidiano de parte da população brasileira, destacando diferenças regionais, de renda, escolaridade, religião e identificação política, sem avançar sobre padrões de consumo financeiro dentro dessas plataformas.