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Senador Viana diz que conflito entre PF e CPMI não interessa ao Brasil

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Carlos Viana Polícia Federal CPMI do INSS
Reprodução

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou na quinta-feira, 19 de março de 2026, que as divergências entre órgãos de investigação não são do interesse do Brasil e que a prioridade deve ser a identificação dos responsáveis por fraudes em descontos no pagamento de aposentados e pensionistas da autarquia. De acordo com informações do Poder360, as declarações do senador foram feitas após a Polícia Federal (PF) afirmar que dados de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foram reinseridos nos sistemas da CPMI, colegiado misto formado por deputados e senadores. O fato ocorreu mesmo após a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para a retirada de informações sensíveis.

Qual foi a resposta de Carlos Viana?

Viana destacou que a CPMI tem prerrogativas constitucionais para requisitar documentos e conduzir investigações, reiterando que a comissão cumprirá seu papel até o fim. Ele ressaltou que a Polícia Federal realiza um importante trabalho, mas não está acima das investigações parlamentares. “É uma responsabilidade da Comissão que eu sou obrigado a zelar”, afirmou.

O senador negou qualquer irregularidade na atuação da comissão, afirmando que a ação está amparada pela Constituição ao solicitar informações diretamente à empresa de tecnologia Apple. Ele frisou que não houve interferência nas investigações conduzidas pelo STF e que os dados obtidos servem apenas como informativos.

O que a Polícia Federal alega?

Na noite de quarta-feira, 18 de março de 2026, a Polícia Federal informou que, durante o cumprimento da decisão do ministro André Mendonça, foram identificadas reinserções de dados excluídos nos sistemas do Senado. A corporação afirmou que essa inserção foi resultado de uma solicitação direta da presidência da CPMI à Apple, criando um novo fluxo de download e armazenamento fora do controle inicial da cadeia de custódia judicial.

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  • A PF notificou o STF sobre a situação, indicando uma possível quebra na cadeia de custódia.
  • Viana reiterou que a CPMI agiu dentro de suas competências constitucionais.
  • O caso gerou um “ruído desnecessário”, nas palavras do senador.

Quais são os próximos passos da CPMI?

O senador Carlos Viana garantiu que a CPMI continuará suas investigações para cumprir seu papel, focando na responsabilização dos envolvidos nas irregularidades do INSS. Segundo ele, se houver vazamento de materiais da chamada “sala-cofre” — ambiente seguro do Senado Federal destinado à análise de dados sigilosos —, serão investigados os possíveis responsáveis.

A CPMI será responsável por reunir informações e atuar em colaboração com demais órgãos de investigação, mantendo uma linha de transparência diante das decisões judiciais, assegurou Viana.

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