O Senado aprovou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, o PL 2120 de 2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março, data da primeira morte registrada pela doença no Brasil. A proposta, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC), busca homenagear as vítimas e reconhecer os impactos sociais, emocionais e econômicos da pandemia no país. De acordo com informações do Poder360, o texto também destaca a importância da ciência, da vacinação e das políticas públicas de saúde no enfrentamento de emergências sanitárias.
Segundo o texto aprovado, a criação da data pretende consolidar uma memória coletiva sobre a crise sanitária, descrita como uma das mais graves da história recente. A proposta reconhece oficialmente mais de 700 mil mortes registradas no Brasil e defende que decisões em saúde pública sejam orientadas por critérios técnicos, em resposta aos efeitos da desinformação e do negacionismo científico durante a pandemia.
O que prevê o projeto aprovado pelo Senado?
O projeto estabelece o 12 de março como data anual de homenagem às vítimas da covid-19. A escolha remete ao registro da primeira morte pela doença no país. Além do caráter simbólico, a proposta sugere ações educativas, homenagens públicas e iniciativas de reflexão sobre a prevenção de novas crises sanitárias.
O texto também valoriza o papel dos profissionais de saúde e do SUS no enfrentamento da pandemia. Ao reforçar a relevância da ciência e da vacinação, o projeto associa a memória das vítimas à necessidade de preservar políticas públicas voltadas à resposta sanitária.
Quais argumentos embasam a criação da data?
De acordo com a justificativa mencionada na reportagem, a pandemia evidenciou a necessidade de maior coordenação do Estado em situações de crise. O projeto ainda faz referência aos impactos do negacionismo científico, apontando que a desinformação comprometeu medidas de proteção e atrasou a resposta à doença.
Entre os pontos centrais destacados no texto estão:
- homenagear as vítimas da covid-19;
- reconhecer os efeitos sociais, emocionais e econômicos da pandemia;
- valorizar o trabalho dos profissionais de saúde e do SUS;
- estimular ações educativas e de memória coletiva;
- reforçar a importância de decisões baseadas em critérios técnicos.
Qual é o cenário da covid-19 citado na reportagem?
A reportagem informa que o Brasil registrou 39.318.227 casos de covid-19 entre 2020 e 2025, ressalvando que esse total não significa necessariamente o mesmo número de pessoas infectadas, já que uma mesma pessoa pode ter contraído o coronavírus mais de uma vez. No mesmo período, foram contabilizadas 716.626 mortes.
Os dados citados são do painel Cieges, criado pelo Conass, e do painel Síndrome Gripal pela Covid-19, do Ministério da Saúde. Segundo a publicação, os números apresentados foram atualizados até 24 de fevereiro de 2026, enquanto os dados do painel vão até 8 de setembro de 2025.
Como a reportagem contextualiza a pandemia e a vacinação?
A covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, foi identificada pela primeira vez na China em dezembro de 2019 e depois se espalhou globalmente. No Brasil, o pico da doença ocorreu em 2021. A OMS declarou o fim da emergência global em 8 de maio de 2023, após a redução significativa de casos e mortes.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 556 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas desde o início da imunização no país, e a estimativa é que 86% da população tenha o esquema vacinal completo. Na reportagem, os avanços na contenção dos efeitos do vírus são associados por autoridades de saúde à abrangência da vacinação.