O Banco Mundial (BIRD) concluiu, nesta sexta-feira (17), em Curitiba, uma missão oficial de acompanhamento do programa Paraná Eficiente. A iniciativa, que conta com financiamento internacional de US$ 130 milhões, visa modernizar a gestão pública, aprimorar os serviços de saúde e fortalecer a proteção ambiental no estado. Durante uma semana de reuniões técnicas e visitas de campo, representantes da instituição internacional validaram o cumprimento de metas e planejaram os próximos desembolsos financeiros baseados nos resultados alcançados pelas secretarias estaduais.
De acordo com informações da Agência Paraná, a comitiva internacional verificou avanços em áreas estratégicas como a regularização de imóveis, a expansão do sistema de telessaúde e o monitoramento ambiental. O programa é estruturado para que os recursos sejam liberados conforme o estado atinge indicadores específicos de desempenho, garantindo que o investimento se transforme em melhorias diretas para a população paranaense.
Quais foram os principais resultados na área da saúde?
Na área da saúde, os indicadores superaram as expectativas iniciais estabelecidas pelo acordo. Em fevereiro, a Secretaria da Saúde (Sesa) recebeu um repasse de US$ 3,75 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 19,8 milhões. Este recurso foi destinado ao combate de riscos cardiovasculares e à modernização tecnológica da pasta. Um dos destaques foi o programa Nacional Telessaúde, que alcançou 41% dos municípios paranaenses — 164 das 399 cidades — superando a meta de 37,5% prevista para o período.
O encerramento foi excelente. Na área da saúde, confirmamos que todos os indicadores intermediários alcançaram as metas esperadas para dezembro de 2025. Os indicadores de objetivo do projeto também estão num bom caminho de alcance.
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
A afirmação de Daniela Pena, oficial sênior de Operações do Banco Mundial, reforça o compromisso do estado com a eficiência administrativa. Além da telessaúde, a missão acompanhou de perto a regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), verificando o impacto real das novas tecnologias no atendimento de urgência e emergência.
Como o monitoramento ambiental e a Defesa Civil foram avaliados?
O Instituto Água e Terra (IAT) também apresentou resultados sólidos, recebendo um aporte de US$ 5,6 milhões (cerca de R$ 29,7 milhões) em fevereiro. Os investimentos focam na criação de uma base cartográfica detalhada do Paraná, comparada a um sistema de mapeamento avançado, e na instalação de estações para monitorar a qualidade do ar e áreas sujeitas a inundações. Esses dados são fundamentais para o planejamento urbano e a preservação de ecossistemas.
Já a Defesa Civil estadual tem concentrado esforços na modernização do sistema de alertas. Com a utilização de inteligência de dados e novos modelos de precipitação, a taxa de assertividade nos alertas emitidos em 2025 chegou a 79,72%, aproximando-se da meta de 80% estabelecida para 2026. A conectividade rural também foi ampliada para garantir que os avisos de risco cheguem a um número maior de cidadãos em tempo real.
Qual o papel da gestão e da auditoria no programa?
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) atua na mitigação de riscos por meio de auditorias internas preventivas. O órgão utiliza o Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), um padrão reconhecido internacionalmente para elevar a maturidade institucional. Paralelamente, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) atua como a Agência de Verificação Independente, garantindo a transparência e a veracidade dos dados apresentados ao Banco Mundial.
Os principais pontos de avanço na gestão pública incluem:
- Encaminhamento de licitações para dimensionamento da força de trabalho;
- Regularização cartorial de imóveis públicos;
- Implementação de telemetria na frota oficial do estado;
- Expansão dos serviços de assistência ao servidor via Escola de Gestão.
O programa Paraná Eficiente, que nasceu como resposta aos desafios da pandemia, consolidou-se como um modelo de gestão por resultados. Segundo a coordenação de Captação de Recursos da Secretaria do Planejamento, o projeto está em sua fase de maior maturidade. Uma nova missão de acompanhamento está agendada para ocorrer em aproximadamente seis meses, dando continuidade ao cronograma de investimentos e modernização do estado.