O **Hemocentro Regional de Campina Grande** realizou, na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, uma programação especial dedicada ao **Dia Mundial da Hemofilia**. O evento teve como foco principal alertar a população e os profissionais de saúde sobre a necessidade do diagnóstico precoce como ferramenta essencial para garantir a qualidade de vida e o tratamento adequado aos portadores da patologia.
De acordo com informações do Governo da Paraíba, a mobilização reuniu pacientes, familiares e uma equipe técnica multidisciplinar. O encontro serviu para a troca de experiências e para o fortalecimento dos vínculos entre a instituição e a comunidade atendida, promovendo um ambiente de acolhimento e suporte médico especializado.
Por que o diagnóstico precoce da hemofilia é considerado fundamental?
A hemofilia é caracterizada como uma doença genética e hereditária que compromete diretamente a capacidade de coagulação do sangue. Por essa razão, a identificação rápida da condição é o primeiro passo para evitar complicações graves, como hemorragias internas espontâneas ou decorrentes de pequenos traumas. No Hemocentro de Campina Grande, as ações de conscientização buscam informar que, com o acompanhamento correto, o paciente pode levar uma vida produtiva e segura.
Durante as atividades, foram debatidos os impactos diretos da doença no cotidiano das famílias e a importância da adesão rigorosa ao tratamento. A diretora geral da unidade, **Eulália Patrícia**, reforçou que a instituição exerce um papel central na rede de saúde do estado.
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e garantir que o paciente tenha uma vida com mais qualidade. O hemocentro exerce papel fundamental nesse acompanhamento, oferecendo suporte, orientação e tratamento adequado
, pontuou a diretora.
Quais ações foram desenvolvidas durante o evento no Hemocentro?
A programação contou com momentos de escuta ativa, onde os pacientes puderam relatar suas trajetórias e desafios no convívio com a hemofilia. Além disso, profissionais de saúde orientaram sobre o tratamento profilático e a importância do acompanhamento multiprofissional, que envolve desde hematologistas até o suporte psicossocial. Essa abordagem integrada visa não apenas tratar a questão física, mas também assegurar o bem-estar emocional de quem convive com a desordem sanguínea.
A estrutura do Hemocentro Regional permite que o fluxo de atendimento seja contínuo, garantindo que os medicamentos e os fatores de coagulação necessários estejam disponíveis para os usuários cadastrados. A ação deste dia 17 buscou desmistificar a doença, reduzindo o estigma e incentivando que novas pessoas busquem auxílio médico caso apresentem sintomas como manchas roxas frequentes ou sangramentos prolongados sem causa aparente.
Como a Associação dos Hemofílicos da Paraíba contribui para o tratamento?
O suporte associativo também foi destaque no encontro por meio da presença de representantes da **Associação dos Hemofílicos da Paraíba**. O vice-presidente da entidade, **Daniel Araújo**, destacou que a disseminação de dados técnicos e práticos é uma das armas mais poderosas para o controle da doença.
A informação é uma das principais aliadas dos pacientes
, afirmou Araújo, ao comentar sobre a relevância de eventos que unem o setor público e a sociedade civil organizada.
O encerramento da atividade reforçou o compromisso da Secretaria de Estado da Saúde com a manutenção das políticas públicas voltadas às doenças raras e hereditárias. O evento em Campina Grande consolida a unidade como um polo de referência técnica e humanizada, assegurando que o tratamento da hemofilia na Paraíba siga padrões de excelência e foco na dignidade do paciente. Entre os pontos principais abordados na ação, destacam-se:
- Importância do teste de coagulação para diagnóstico assertivo;
- Necessidade de acompanhamento por equipe multiprofissional;
- Distribuição de medicação e fatores de coagulação via SUS;
- Fortalecimento da rede de apoio entre familiares e pacientes;
- Conscientização sobre atividades físicas seguras para hemofílicos.