As redes privativas seguem em processo de amadurecimento no Brasil, com adoção gradual por novos segmentos produtivos e desafios técnicos ainda presentes nas ofertas corporativas, segundo avaliação apresentada pela Claro Empresas nesta segunda-feira, 13, durante o Fórum de Operadoras Inovadoras 2026, em São Paulo. De acordo com informações da Teletime, a percepção é de que o mercado brasileiro avança de forma progressiva, em um movimento de consolidação e ganho de confiança por parte das empresas.
A análise foi feita por Alexandre Gomes, diretor de marketing da divisão corporativa da Claro, que comparou o estágio atual do setor a uma maratona, e não a uma corrida curta. Segundo ele, o Brasil ocupa hoje um patamar intermediário de adoção de redes privativas em relação a outros mercados, embora já existam casos de implementação considerados positivos.
“Mas já vemos bons casos sendo implementados, o ecossistema está ficando mais maduro e as empresas vão ganhando confiança. É um processo e sou otimista”
Por que o mercado de redes privativas ainda não deslanchou?
O relato indica que, embora o segmento ainda não tenha se tornado massivo, há fatores que podem acelerar sua adoção, inclusive ao longo de 2026. Entre eles está a evolução tecnológica das redes móveis e a possibilidade de ofertar soluções mais ajustadas às demandas da indústria e de outras operações corporativas.
Um dos pontos destacados por Gomes foi o potencial do fatiamento de rede, ou network slicing, em redes 5G standalone. Na avaliação do executivo, essa possibilidade pode abrir espaço para casos de uso mais sofisticados no ambiente produtivo, com garantia de níveis de serviço mais adequados a aplicações críticas. O texto informa ainda que a tecnologia vem sendo testada pelas operadoras brasileiras.
Quais desafios ainda limitam a expansão dessas redes?
Apesar das perspectivas de avanço, o setor de telecomunicações ainda precisa enfrentar obstáculos para ampliar a escala desse mercado. Entre os principais entraves apontados está a necessidade de reduzir a complexidade técnica das ofertas de redes privativas, além de superar desafios tecnológicos associados à implementação dessas soluções em ambientes corporativos.
No mesmo Fórum de Operadoras Inovadoras, outros participantes do setor e usuários da indústria de telecomunicações também relataram interesse nesse tipo de rede, mas com preferência maior pela tecnologia 4G. O dado sugere que, para parte do mercado, o 5G ainda depende de aplicações mais claras e economicamente justificáveis para estimular uma migração mais ampla.
O que esse cenário indica para 2026?
O quadro descrito no evento aponta para um mercado em transição, no qual há interesse crescente e experiências em andamento, mas sem sinal de adoção imediata em larga escala. A expansão das redes privativas no Brasil depende, de um lado, da maturação do ecossistema e, de outro, da capacidade das teles de simplificar suas ofertas e demonstrar valor prático para diferentes segmentos econômicos.
Entre os elementos mencionados no texto original, destacam-se:
- o avanço gradual da adoção de redes privativas no Brasil;
- a avaliação de que o País está em estágio intermediário em comparação com outros mercados;
- o potencial do network slicing em redes 5G standalone;
- os testes dessa tecnologia pelas operadoras brasileiras;
- a permanência de desafios técnicos e tecnológicos nas ofertas corporativas;
- a preferência de parte do mercado por soluções em 4G.
A discussão ocorreu no contexto do Fórum de Operadoras Inovadoras 2026, promovido por Mobile Time e Teletime em São Paulo. O evento reuniu executivos, operadoras e usuários do setor de telecomunicações para debater o ritmo de adoção dessas tecnologias e os caminhos para sua consolidação no mercado brasileiro.