O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul confirmou, na noite desta sexta-feira, 3 de abril de 2026, a morte de quatro pessoas em decorrência da queda de um avião de pequeno porte na cidade de Capão da Canoa, localizada no litoral norte do estado. A aeronave atingiu a estrutura de um restaurante que estava completamente fechado no momento do trágico impacto.
De acordo com informações da Agência Brasil, a colisão ocorreu logo após os procedimentos de decolagem, por volta das 10h35 da manhã. A aeronave colidiu violentamente contra a infraestrutura da rede de energia elétrica, localizada na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis, antes de despencar sobre o estabelecimento comercial, que felizmente não possuía clientes ou funcionários no instante da colisão.
Como ocorreu a dinâmica da queda do avião no Rio Grande do Sul?
A violenta colisão com a fiação elétrica de alta tensão resultou em um incêndio imediato no local da queda. As equipes de emergência atuaram prontamente com o objetivo principal de conter as chamas intensas e evitar que o fogo se alastrasse descontroladamente para as edificações vizinhas, garantindo a proteção da comunidade local afetada pelo desastre.
Inicialmente, as autoridades de segurança pública haviam confirmado a morte de três ocupantes da aeronave. No entanto, o corpo da quarta vítima foi localizado pelos socorristas apenas no fim da tarde, fato que marcou o encerramento oficial das operações intensivas de busca e salvamento na região costeira gaúcha.
As investigações preliminares indicam que entre as vítimas fatais estava um casal que mantinha residência dividida entre o município de Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul, e a cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista. O plano de voo registrado apontava que o destino final da viagem seria o aeroporto de Itápolis, também localizado no interior do estado de São Paulo.
Quais foram as medidas de segurança adotadas após o acidente aéreo?
Devido ao elevado risco de novas explosões e de severo comprometimento das estruturas físicas da região, a área do acidente foi completamente isolada pelas forças de segurança pública do estado. A concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na cidade precisou suspender o serviço de forma emergencial para viabilizar o trabalho seguro dos bombeiros.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul detalhou o rígido procedimento de evacuação preventiva do perímetro afetado pelo sinistro, visando proteger os moradores locais:
Os moradores das residências nas imediações foram retirados por conta do risco de explosões e, até o momento, não foram registrados feridos em relação ao incidente.
O que dizem as autoridades sobre a perícia e liberação do local do impacto?
Investigadores especializados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado diretamente à Força Aérea Brasileira (FAB), foram acionados logo após a confirmação da tragédia. A equipe técnica já concluiu os complexos trabalhos periciais preliminares no local dos destroços, etapa fundamental para entender as reais causas mecânicas ou humanas do incidente.
A vasta documentação recolhida pela equipe técnica e os depoimentos fornecidos por familiares que compareceram de forma presencial à cena do acidente auxiliaram as autoridades na confirmação da identidade dos passageiros e do trajeto planejado pela tripulação.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, primeiro-tenente Rodrigo Vieira Cabral, oficializou o término da delicada operação de resgate das vítimas e anunciou o início da fase de recuperação da área urbana atingida pelo forte impacto:
Estamos dando por encerrado, com as quatro vítimas encontradas. Agora, as equipes da Prefeitura estão fazendo a limpeza no local.
Para resumir os principais desdobramentos operacionais do desastre ocorrido no litoral norte gaúcho, as autoridades destacaram os seguintes pontos factuais:
- O trágico acidente aéreo ocorreu na zona urbana de Capão da Canoa, atingindo o telhado de um restaurante que se encontrava vazio.
- Quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave de pequeno porte perderam a vida na queda.
- Não houve nenhum registro de vítimas fatais, feridos ou desabrigados na superfície em solo.
- O voo decolou do litoral do Rio Grande do Sul e tinha como destino final estipulado o interior de São Paulo.
- O Cenipa já finalizou a perícia técnica nos destroços, liberando a via central para a limpeza pública das equipes da prefeitura municipal.
