O Governo de Alagoas lançou o Programa Mais Gás Alagoas em 11 de abril de 2026, com a proposta de ampliar o uso de gás natural e biometano no estado, estimular a competitividade econômica, apoiar a descarbonização da matriz energética e expandir a infraestrutura do setor. De acordo com informações do Petronotícias, a iniciativa foi construída ao longo de 12 meses por um grupo formado por nove entidades públicas e privadas.
Segundo o texto original, o programa foi estruturado para promover o uso do gás natural em diferentes segmentos da economia, incentivar a conversão de frotas pesadas para combustíveis de menor emissão, ampliar a integração do biometano à rede de distribuição e colaborar com o desenvolvimento regional por meio da expansão da infraestrutura energética.
Quais são os principais objetivos do programa?
Durante a formulação do Mais Gás Alagoas, o governo definiu quatro macro objetivos para orientar a política energética estadual. A proposta busca consolidar o gás natural e o biometano como vetores de competitividade, sustentabilidade ambiental e redução de emissões.
- Promover o uso do gás natural em múltiplos segmentos da economia
- Converter frotas pesadas para combustíveis de menor emissão
- Ampliar a integração do biometano à rede de distribuição
- Colaborar com o desenvolvimento regional por meio da ampliação da infraestrutura de energia
O programa reúne 18 iniciativas estratégicas de fomento. De acordo com a publicação, essas ações foram elaboradas com participação de representantes do poder público, produtores como Orizon e Origem, empresas do setor de energia como Algás, Norgás, Grupo Energisa e Mitsui, além da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, a FIEA.
Como as iniciativas foram organizadas?
As 18 iniciativas foram distribuídas em quatro pilares estratégicos. O primeiro é maximizar o acesso ao gás natural para segmentos já existentes. O segundo é desenvolver novos segmentos consumidores. O terceiro trata da segurança energética e da competitividade para atrair grandes demandantes. O quarto pilar é a descarbonização da matriz energética com uso do biometano como alternativa.
O texto informa ainda que o programa tem como referência o ES Mais+Gás, lançado no Espírito Santo em agosto de 2024. A experiência capixaba foi apresentada como um modelo para o desenho da iniciativa alagoana.
“A iniciativa capixaba passa a inspirar e impulsionar a criação de um programa com propósitos convergentes em Alagoas, estado que se destaca pela expressiva oferta de gás natural. Esse movimento reforça a integração e o desenvolvimento do mercado regional de energia. É essa sinergia que buscamos como Grupo, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento sustentável dos estados onde atuamos”
A declaração foi atribuída a Débora Oliver, diretora-presidente de Negócios de Gás do Grupo Energisa e da Norgás.
Quais medidas já foram anunciadas no âmbito do programa?
Entre as ações anunciadas, o governo estadual informou a redução do ICMS sobre o gás natural veicular, o GNV, de 20% para 12%. Segundo projeções da Algás citadas na publicação, a mudança tributária pode gerar queda aproximada de R$ 0,31 por metro cúbico no preço do combustível.
“O papel do governo é incentivar a produção, trazer empresas. Na hora que se baixa o ICMS do gás, nós estamos proporcionando a energia que essas empresas precisam para gerar emprego, riqueza e desenvolvimento.”
A fala foi atribuída no texto a Ronaldo Lessa, mencionado como integrante do Governo de Alagoas no anúncio da medida.
A reportagem também cita outros resultados já associados ao programa, como o aprimoramento do ambiente regulatório e tarifário, apontado como fator que contribuiu para a habilitação de 12 termelétricas no Leilão de Reserva de Capacidade de Energia realizado em 18 de março. Outro ponto destacado foi o início dos testes do primeiro veículo de transporte de passageiros movido a GNV e biometano em Alagoas, em operação em linhas da região metropolitana de Maceió.
Qual é o impacto esperado para o estado?
Com a iniciativa, o governo busca ampliar a participação do gás natural e do biometano na economia alagoana, criar condições para atração de investimentos e apoiar a redução de emissões em setores como transporte e indústria. A proposta, conforme o texto de origem, conecta políticas tributárias, expansão de infraestrutura e articulação entre governo e empresas do setor energético.
O lançamento do Mais Gás Alagoas ocorre em um contexto de aposta na diversificação da matriz energética estadual e no uso de combustíveis de menor emissão como instrumento de desenvolvimento regional.