A Petrobrás decidiu investir US$ 1 bilhão para acelerar a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A medida visa combater a escassez de fertilizantes, agravada por fatores como a guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz, além da suspensão do fornecimento do Irã. De acordo com informações do Petronotícias, o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou a reavaliação do projeto, que confirmou sua viabilidade técnica e econômica.
O investimento está alinhado às diretrizes do Plano de Negócios 2026-2030 da companhia. As obras devem ser retomadas ainda no primeiro semestre deste ano, com a expectativa de gerar cerca de oito mil empregos. A previsão é que a UFN-3 inicie suas operações comerciais em 2029, aprimorando a integração do agronegócio e reduzindo a dependência do país na importação de fertilizantes.
Quais são os benefícios econômicos do projeto?
Segundo William França, diretor de Processos Industriais da Petrobrás, a retomada da UFN-3 irá fortalecer a interação com o agronegócio e contribuirá para o desenvolvimento econômico do Brasil. Ele destacou que, ao aumentar a oferta de produtos da UFN-3, a empresa reforça a importância da unidade para o desenvolvimento regional e nacional, especialmente por sua localização estratégica próxima aos principais mercados consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobrás, afirmou que a atratividade econômica do ativo foi confirmada, garantindo um Valor Presente Líquido (VPL) positivo. Todo o processo de aprovação respeitou as práticas de governança corporativa existentes, consolidando o projeto como tecnicamente robusto e economicamente viável.
Qual a capacidade de produção da UFN-3?
A capacidade nominal da UFN-3 é de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia. Ambas são essenciais para os setores de fertilizantes e petroquímicos. Destes, 180 toneladas de amônia são excedentes e direcionadas para comercialização. A localização estratégica da unidade permite destinar a maior parte da produção para os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, assegurando maior confiabilidade frente à demanda crescente.
O projeto incorpora tecnologias de ponta, resultando em altos índices de eficiência industrial. A ureia, destaque no setor, é amplamente utilizada em culturas agrícolas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de servir como suplemento alimentar para ruminantes no setor pecuário.