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PCT Guamá abre edital de arte e ciência para democratizar inovação na Amazônia

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O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, situado em Belém, no Pará, anunciou em abril de 2026 o lançamento de um edital para intervenções visuais como estratégia de democratização da ciência. As ações resultantes estão previstas para o segundo semestre do mesmo ano. A iniciativa, organizada pela Fundação Guamá, busca selecionar artistas e coletivos amazônidas para traduzir o ecossistema de inovação local em expressões artísticas contemporâneas. De acordo com informações da Agência Pará, o chamamento público visa conectar saberes tradicionais e tecnológicos por meio de obras que ocuparão o território físico do complexo, promovendo uma maior integração entre a sociedade e o desenvolvimento científico.

O projeto, intitulado “Intervenções Visuais – 15 Anos De Ciência, Tecnologia e Inovação Na Amazônia: Território e Tecnologia em Conexão”, pretende transformar o parque em um cenário de experimentação artística inspirada no ecossistema regional. A proposta busca desmistificar o acesso ao conhecimento técnico, utilizando a arte como uma linguagem universal para comunicar os avanços produzidos dentro dos laboratórios e empresas residentes. A Fundação Guamá, que atua como gestora do espaço, reforça que o objetivo é estabelecer um diálogo fluido entre as múltiplas realidades da Amazônia e as fronteiras da tecnologia moderna.

Como funcionará a seleção dos artistas para o PCT Guamá?

O processo de credenciamento é voltado para artistas e coletivos, com ou sem registro de pessoa jurídica (CNPJ), que possuam atuação comprovada na área cultural. Um dos diferenciais deste edital é a exigência de uma imersão obrigatória no cotidiano do PCT Guamá antes da submissão final das propostas. Essa etapa visa garantir que os proponentes compreendam profundamente as atividades desenvolvidas no local, permitindo que as obras reflitam de maneira fidedigna o ambiente de inovação sustentável e pesquisa avançada.

As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio de um formulário eletrônico disponível no site oficial da fundação. No caso de grupos artísticos, o edital exige a apresentação de uma carta de anuência assinada por todos os integrantes. A banca examinadora avaliará não apenas a estética e a conexão temática com o ecossistema paraense, mas também a viabilidade técnica e financeira de cada projeto apresentado pelos candidatos, incluindo o detalhamento do cachê artístico e cronograma de execução.

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Quais são os espaços contemplados pelas intervenções visuais?

As intervenções artísticas não ficarão restritas a galerias convencionais, mas sim espalhadas por pontos estratégicos que compõem a infraestrutura do parque. O objetivo é que a arte faça parte do trajeto diário de quem frequenta o local. Entre os espaços definidos para receber as obras estão:

  • A guarita de entrada, servindo como portal de boas-vindas ao território de inovação;
  • A caixa-d’água do complexo, que possui grande visibilidade estrutural e simbólica;
  • A parede principal do Guamá Hub, o recém-inaugurado espaço de coworking do parque.

Cada uma dessas áreas exige uma abordagem artística específica que considere a circulação de pesquisadores, empreendedores e visitantes. O cronograma de atividades precisa detalhar todas as fases de execução, desde a preparação das superfícies até a finalização das intervenções visuais previstas para ocorrer ao longo dos últimos seis meses de 2026. A iniciativa reforça o papel do parque como um centro vivo de cultura e tecnologia.

O que é o PCT Guamá e qual sua importância para a região?

O PCT Guamá se destaca como o primeiro parque tecnológico instalado na região amazônica, consolidando-se como o principal polo de inovação do Norte do Brasil. O ambiente é dedicado ao fomento de pesquisas científicas e ao suporte de empreendimentos focados no desenvolvimento sustentável da biodiversidade local. Trata-se de uma iniciativa estratégica do Governo do Estado do Pará, coordenada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet).

A estrutura opera em parceria direta com instituições de ensino superior de renome, como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). A gestão do complexo fica a cargo da Fundação Guamá, uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) reconhecida como Organização Social pelo governo estadual. O fortalecimento deste ecossistema através de ações culturais reforça o compromisso institucional de tornar a ciência um patrimônio acessível a toda a população paraense, estimulando o interesse de novas gerações pela tecnologia e preservação ambiental.

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