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Estreito de Ormuz: Irã desafia Donald Trump e mantém bloqueio de rota marítima

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Navios de guerra iranianos patrulhando águas abertas no Estreito de Ormuz sob um céu nublado.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou no último domingo (5 de abril de 2026) que manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz, contrariando um ultimato recente dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A manifestação iraniana indica o estabelecimento de novas regras para a circulação de embarcações na região do Golfo Pérsico, restringindo o acesso que operava anteriormente. O comunicado divulgado nas redes sociais ressaltou que as forças armadas do país estão finalizando os preparativos operacionais para estabelecer o que chamaram de uma nova ordem marítima e de segurança na região.

De acordo com informações da Agência Brasil, a rota por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás global permanece bloqueada desde o início do conflito direto envolvendo forças estadunidenses e de Israel. Para o leitor brasileiro, a crise em Ormuz é motivo de alerta: o bloqueio pressiona a cotação internacional do barril de petróleo, o que pode resultar em aumento no preço dos combustíveis nos postos do Brasil e impactar a inflação nacional. Atualmente, apenas navios com autorização expressa do governo em Teerã conseguem realizar a travessia no local. A estratégia iraniana reforça que a passagem naval jamais voltará a ser como antes para os governos norte-americano e israelense.

Quais são as ameaças dos Estados Unidos contra o Irã?

O presidente Donald Trump estabeleceu que a rota comercial deveria ser reaberta até terça-feira (7 de abril), ameaçando lançar uma ofensiva de grandes proporções caso a exigência não fosse atendida. O líder estadunidense tem feito declarações recentes de que poderia destruir o país asiático, que possui uma população de quase 90 milhões de habitantes, chegando a afirmar que enviaria a nação de volta à Idade da Pedra se as condições de Washington não fossem aceitas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, rechaçou um documento de 15 pontos apresentado pelos norte-americanos. Em entrevista coletiva na segunda-feira (6 de abril), o representante oficial classificou as propostas estadunidenses como:

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altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas

O pacote imposto pelos Estados Unidos exige, entre outros pontos, o encerramento do programa nuclear pacífico iraniano e o desmantelamento de todo o setor balístico do país do Oriente Médio.

O que o governo iraniano exige para encerrar o conflito?

O governo sediado em Teerã argumenta que as novas diretrizes de navegação no estreito serão definidas exclusivamente em conjunto com Omã, rejeitando frontalmente a interferência de potências estrangeiras. Para aceitar o fim da guerra, o país asiático estabeleceu uma série de contrapartidas fundamentais e inegociáveis para qualquer tratativa de acordo diplomático.

As principais exigências iranianas consistem em:

  • Pagamento de compensações financeiras pelos danos estruturais causados pelos ataques;
  • Retirada definitiva de todas as bases militares dos Estados Unidos instaladas na região;
  • Fim imediato e definitivo da guerra, abrangendo obrigatoriamente as frentes de combate já abertas na Faixa de Gaza e no Líbano.

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, divulgou um comunicado oficial enfatizando que a estratégia adversária não obteve êxito. O militar afirmou que é necessário levar o inimigo a um arrependimento genuíno para evitar a repetição de confrontos no futuro.

Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado

Como continuam as operações militares e as baixas recentes?

As hostilidades permanecem ativas em múltiplas frentes. O porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, confirmou a execução da nonagésima oitava onda de ataques militares iranianos contra instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel. Segundo os dados oficiais, foram atingidos um navio porta-contêineres e locais estratégicos nas cidades israelenses de Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hefer.

Zulfiqari advertiu que qualquer ataque direcionado a civis resultará em medidas retaliatórias drásticas e multiplicadas contra os interesses adversários. Em comunicado oficial, o porta-voz detalhou o posicionamento defensivo:

Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores

Paralelamente às ações ofensivas, o Irã também confirmou uma perda significativa em seu alto escalão militar. O brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, que atuava como chefe do setor de inteligência da Guarda Revolucionária, foi morto após um bombardeio aéreo conduzido por Israel diretamente na capital iraniana, Teerã.

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