A Polícia Militar do Pará, por meio do Comando de Policiamento Regional I (CPR I), realizou entre os dias 31 de março e 6 de abril de 2026 a Operação “Maré de Ferro” no município de Juruti, localizado na região do Baixo Amazonas. A iniciativa teve como foco principal intensificar o combate ao narcotráfico, ao crime organizado e a demais ilícitos em rotas interestaduais que utilizam os rios do oeste paraense — uma via fluvial historicamente estratégica na bacia amazônica — como via de escoamento. Durante a ação, as equipes conseguiram desarticular esquemas logísticos e retirar de circulação uma grande quantidade de substâncias ilícitas e armamentos.
De acordo com informações da Agência Pará, o planejamento da operação foi baseado em levantamentos detalhados do setor de inteligência. As autoridades priorizaram áreas sensíveis da região, estabelecendo um reforço significativo na fiscalização tanto em vias terrestres quanto fluviais. A atuação integrada entre diferentes unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Regional I permitiu uma repressão qualificada, impactando diretamente a estrutura financeira de grupos criminosos que operam na divisa com outros estados.
Quais foram os materiais apreendidos durante a operação em Juruti?
Os resultados da ofensiva demonstram a escala do tráfico na região amazônica. No total, os agentes apreenderam 282 quilos de entorpecentes, além de um arsenal composto por sete armas de fogo e 56 munições de diferentes calibres. A operação também resultou na detenção de 11 pessoas, sendo oito prisões efetuadas em flagrante e o cumprimento de três mandados de prisão que estavam em aberto contra suspeitos. Além disso, três motocicletas, identificadas como instrumentos de apoio para atividades criminosas, foram recolhidas pelas autoridades.
- Apreensão de 282 quilos de substâncias entorpecentes;
- Sete armas de fogo retiradas de circulação;
- 56 munições de diversos calibres confiscadas;
- Oito suspeitos presos em flagrante;
- Três mandados de prisão cumpridos;
- Três motocicletas apreendidas.
Qual foi o impacto financeiro causado ao crime organizado?
Além das prisões e apreensões de materiais, a Operação “Maré de Ferro” contou com o suporte da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Essa colaboração foi essencial para atingir a base econômica do tráfico. Durante as fiscalizações, foram lavrados sete autos de infração, que somam R$ 2.198.539,91 entre impostos devidos e multas aplicadas. Somando-se o valor das drogas apreendidas ao montante das autuações fiscais, as forças de segurança estimam que o prejuízo total causado às organizações criminosas alcance a cifra de R$ 5,5 milhões.
A estratégia de asfixia financeira é uma das prioridades do governo estadual para enfraquecer a logística do narcotráfico. Ao integrar a inteligência policial com a fiscalização tributária, o estado consegue identificar padrões de movimentação de mercadorias que servem de fachada para o transporte de drogas e armas, tornando as rotas fluviais menos atrativas para os grupos criminosos.
Como a Polícia Militar avalia a eficácia da ação integrada?
O comandante do CPR I, coronel Aleixo, destacou que o sucesso da operação é fruto de um modelo de atuação coordenada. Segundo o oficial, o crime organizado atua de forma dinâmica e aproveita as fragilidades territoriais para expandir suas operações. Por isso, a resposta estatal precisa ser igualmente estruturada e estratégica.
As ações integradas são fundamentais para o enfrentamento qualificado ao crime organizado, especialmente no que diz respeito aos grupos envolvidos com o tráfico de drogas e de armamentos.
O coronel ressaltou ainda que a retirada de armas e entorpecentes de circulação contribui diretamente para a redução de outros indicadores de violência, como homicídios e roubos, aumentando a sensação de segurança para a população local. A PM confirmou que as operações dessa natureza continuarão sendo intensificadas em toda a região oeste do Pará, mantendo o foco no monitoramento das fronteiras hídricas e no fortalecimento das parcerias institucionais para garantir a preservação da ordem pública.