O Governo Federal anunciou que o Novo PAC destinará R$ 30,5 bilhões para a Saúde até 2026, com o objetivo de ampliar a assistência à população pelo SUS. Este investimento visa enfrentar gargalos históricos na atenção especializada, como o atendimento oncológico e a expansão do número de hospitais no país. De acordo com informações do Gov.br, o programa foi anunciado pelo presidente Lula e faz parte de um investimento total de R$ 1,7 trilhão em infraestrutura.
Quais são os pilares do investimento na saúde?
O investimento será distribuído em cinco pilares principais: Atenção Primária, Atenção Especializada, Preparação para Emergências em Saúde, Complexo Industrial da Saúde e Telessaúde. A maior parte dos recursos será destinada à Atenção Especializada, que inclui a construção de novas unidades hospitalares e a ampliação dos serviços de saúde da mulher e de pessoas com deficiência. O programa também prevê a universalização do SAMU, cobrindo cerca de 97% da população brasileira.
Como o Novo PAC beneficiará regiões vulneráveis?
Com foco nas regiões Norte e Nordeste, o Novo PAC prevê a construção de 3,6 mil Unidades Básicas de Saúde, das quais 57% estarão nessas áreas. Isso garantirá acesso à saúde para mais 13,5 milhões de brasileiros. Além disso, serão entregues 4,5 mil novas equipes de Saúde da Família e 850 novas ambulâncias. O investimento também inclui a construção de 45 Centros Especializados em Reabilitação e 15 Oficinas Ortopédicas, priorizando regiões com vazios assistenciais.
Quais são as inovações tecnológicas previstas?
O uso da tecnologia é uma das frentes do Novo PAC, com R$ 150 milhões destinados à compra de equipamentos para Teleconsulta e à instalação de novos núcleos de Telessaúde. Isso ampliará em cinco vezes a oferta de serviços de telemedicina, reduzindo barreiras geográficas e assegurando acesso a atendimento especializado. O programa também prevê a criação do Centro de Inteligência Genômica, que fortalecerá a Rede Nacional de Sequenciamento Genético.
Como o PAC fortalecerá a indústria de saúde no Brasil?
Com um investimento de R$ 8,9 bilhões no Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o governo busca aumentar a capacidade produtiva nacional. Isso inclui R$ 6 bilhões para a produção de vacinas e medicamentos, além de R$ 2 bilhões para a construção do campus Santa Cruz da Fiocruz, que será o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina. A Hemobrás também receberá R$ 895 milhões para reduzir a dependência de importações de medicamentos essenciais.