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Ministério da Agricultura avalia qualidade do serviço veterinário no estado do Pará

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Veterinário examina um bovino em uma fazenda no Pará, com campo ao fundo sob luz do dia.
Foto: Senado Federal / flickr (by)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, no final de março de 2026, uma auditoria técnica para avaliar a qualidade e a eficácia do serviço veterinário oficial executado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). A iniciativa, realizada no âmbito do programa Quali-SV, percorreu Belém e outros nove municípios paraenses com o objetivo de verificar o cumprimento de metas sanitárias, a execução de programas de saúde animal e a capacidade operacional da estrutura de gestão do estado frente aos desafios da defesa agropecuária. A Adepará é o órgão estadual responsável por ações de defesa agropecuária no Pará, como fiscalização sanitária animal e vegetal.

De acordo com informações da Agência Pará, o processo de fiscalização foi dividido em duas etapas. A primeira fase ocorreu de forma remota, com foco nos setores técnicos e administrativos da sede da Adepará, onde foram apresentados sistemas digitais, processos de controle e instrumentos de gestão. A segunda etapa, realizada presencialmente entre 23 e 27 de março de 2026, consistiu em visitas de campo para atestar a realidade operacional das unidades locais.

Qual foi o objetivo central da auditoria realizada pelo Ministério da Agricultura?

O foco da auditoria do programa Quali-SV foi realizar um diagnóstico detalhado da atuação da Adepará em diferentes regiões do território paraense. Os auditores examinaram a efetividade das ações desenvolvidas pela agência estadual, abrangendo desde a organização administrativa até a capacidade de resposta às demandas sanitárias. Foram avaliados critérios como a execução de políticas públicas de defesa animal, a infraestrutura das unidades e a integração entre os setores de inspeção e educação sanitária.

Durante as diligências, as equipes técnicas do governo federal visitaram unidades de atendimento local em diversas regiões, abrangendo os seguintes municípios:

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  • Bragança
  • Castanhal
  • Igarapé-Açu
  • Xinguara
  • Itupiranga
  • Eldorado do Carajás
  • Santarém
  • Mojuí dos Campos
  • Belterra

Como funcionou a fiscalização nas unidades locais de atendimento?

Nas unidades visitadas, os auditores fiscais federais analisaram as ações de vigilância sobre cadeias produtivas estratégicas para a economia local, incluindo a avicultura, a pecuária e a suinocultura. No oeste do Pará, a fiscalização incluiu a análise de estabelecimentos que comercializam produtos veterinários e a verificação da atuação de profissionais habilitados que prestam serviços ao setor. Essa abordagem busca garantir que toda a cadeia de insumos e assistência esteja em conformidade com as normas federais.

Para o auditor fiscal federal agropecuário Roberto Hausen Messerschmidt, que liderou a equipe do Mapa, a avaliação permitiu uma visão ampla da estrutura estadual. Segundo ele:

É um verdadeiro raio-x do serviço veterinário, auditando desde itens como legislação até capacidade operacional.

Quando será divulgado o relatório final sobre a defesa agropecuária do Pará?

Após a reunião de encerramento em Belém, onde foram compartilhadas as primeiras impressões e identificadas oportunidades de melhoria, o Ministério da Agricultura estabeleceu prazo de até 60 dias para a entrega do relatório final. O documento deverá reunir observações, considerações técnicas e recomendações formais à Adepará.

O diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, afirmou que o processo é importante para manter a competitividade do agronegócio paraense e assegurar a proteção da saúde pública. Em declaração oficial, ele disse:

O Pará tem buscado fortalecer sua estrutura e manter um serviço alinhado às exigências nacionais, com equipes técnicas preparadas para responder aos desafios do setor.

A conclusão da auditoria reforça o papel da defesa sanitária na qualidade da produção agropecuária e na segurança dos alimentos. No Brasil, esse tipo de controle é relevante também para o trânsito de animais e produtos de origem animal entre estados e para o atendimento de exigências sanitárias de mercados compradores.

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