Em um discurso na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Délhi, Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um modelo de governança global da inteligência artificial sob a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula destacou a importância de uma abordagem multilateral e inclusiva para enfrentar os desafios éticos e políticos impostos pela rápida evolução tecnológica.
Qual é a proposta de Lula para a governança da IA?
Durante sua fala, Lula mencionou a iniciativa chinesa de criar uma organização internacional focada na cooperação em inteligência artificial, especialmente para países em desenvolvimento, e a Parceria Global em Inteligência Artificial do G7. No entanto, ele enfatizou que nenhuma dessas iniciativas substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional que seja multilateral e orientada ao desenvolvimento.
“Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da inteligência artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, avaliou o presidente.
Quais são os impactos da revolução digital, segundo Lula?
Lula destacou que a revolução digital e a inteligência artificial têm impactos positivos em áreas como produtividade industrial, serviços públicos, medicina, segurança alimentar e energética. No entanto, ele alertou para os riscos associados, como a disseminação de discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio.
“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, disse Lula.
O que o Brasil defende em termos de governança da IA?
O presidente concluiu seu discurso afirmando que o Brasil apoia uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e assegure que a inteligência artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países. A cúpula em Nova Délhi faz parte do Processo de Bletchley, uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de inteligência artificial.
Fonte original: Agência Brasil
