O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 18 de abril de 2026, da 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha, onde criticou a atuação de lideranças globais, o funcionamento das relações internacionais e defendeu o fim do bloqueio econômico a Cuba. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, o encontro reúne cerca de vinte governos e ocorre em paralelo a uma conferência voltada à articulação de forças progressistas.
Durante o discurso, Lula afirmou que nenhum presidente deveria impor regras aos demais países e criticou o que chamou de tentativa de alguns líderes de controlar a dinâmica internacional. O presidente também mencionou ameaças recorrentes no cenário global e disse que, de forma isolada, os países não encontram saída para os desafios atuais.
O que Lula disse sobre a conjuntura internacional?
Ao comentar o ambiente político global, Lula fez críticas diretas ao comportamento de chefes de Estado e ao tom adotado em manifestações públicas. Segundo o relato do evento, ele associou esse cenário a uma deterioração do diálogo internacional e ao aumento das tensões entre países.
“Nenhum presidente de nenhum país do mundo tem o direito de ficar impondo regras. O que me incomoda é a volta dos imperadores querendo mandar no mundo”.
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Na mesma fala, o presidente também declarou:
“Todo dia nós somos ameaçados. Individualmente, não tem saída para nenhum de nós”.
Lula ainda citou o impacto de declarações públicas de Donald Trump ao tratar do cenário internacional contemporâneo.
“Não podemos levantar e dormir todo dia com um presidente ameaçando o mundo nas redes sociais”.
Qual foi a posição de Lula sobre Cuba?
Ao abordar a situação cubana, Lula defendeu o fim das sanções econômicas impostas ao país e afirmou que os problemas de Cuba devem ser resolvidos pelos próprios cubanos, sem interferência externa. A manifestação ocorreu dentro de um discurso mais amplo sobre soberania, multilateralismo e equilíbrio nas relações internacionais.
“Parem com esse maldito bloqueio a Cuba”.
A declaração reforçou uma das mensagens centrais da participação do presidente brasileiro no fórum: a crítica a medidas unilaterais e a defesa de soluções negociadas para conflitos e impasses políticos.
O que é o Fórum em Defesa da Democracia?
A 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia foi realizada em Barcelona no contexto da Mobilização Progressista Global. O evento reúne representantes de partidos, sindicatos, academia e organizações da sociedade civil de dezenas de países.
Segundo a organização descrita no texto de origem, a iniciativa busca reorganizar estratégias políticas diante do avanço de forças nacionalistas e de extrema-direita em diferentes regiões. A programação também inclui debates sobre temas considerados centrais para esses grupos políticos e sociais.
- defesa da democracia
- regulamentação de tecnologias
- coesão social
- proteção ambiental
Quem participou do encontro em Barcelona?
O evento foi articulado em parceria com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e reuniu lideranças políticas internacionais. Entre os participantes citados estão Cláudia Scheinbaum, David Lammy, Rahul Gandhi e Elly Schlein, além de representantes de diferentes governos e organizações.
A escolha de Barcelona como sede está ligada, de acordo com o texto original, à estratégia de reposicionar a cidade como um centro do progressismo internacional. O governo catalão, liderado por Salvador Illa, atua como anfitrião das atividades, que incluem reuniões bilaterais e debates sobre desafios políticos e econômicos atuais.
Com a participação de chefes de governo, lideranças partidárias e representantes da sociedade civil, o encontro buscou ampliar a articulação entre movimentos políticos e sociais em um momento de crescente polarização internacional. Nesse contexto, a fala de Lula se inseriu em uma agenda voltada à defesa da democracia e à crítica de mecanismos de pressão externa sobre países.