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Justiça dos EUA rejeita acusação de assédio de Blake Lively contra Baldoni

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Blake Lively e Justin Baldoni lado a lado, ambos vestidos formalmente em um evento de tapete vermelho.
Foto: david_shankbone / flickr (pdm)

Um juiz federal dos Estados Unidos proferiu, em 2 de abril de 2026, uma decisão significativa no caso envolvendo os bastidores do filme “É Assim Que Acaba” (2024), indeferindo a maior parte das acusações movidas pela atriz Blake Lively contra o ator e diretor Justin Baldoni. A resolução, emitida pelo juiz distrital Lewis Liman, em Manhattan, rejeita as alegações de assédio sexual com base em questões de jurisdição. O embate judicial, que tem atraído os holofotes da indústria cinematográfica, expõe as tensões ocorridas durante as gravações do drama romântico e os limites das legislações trabalhistas estaduais.

Por que o juiz rejeitou as acusações de assédio sexual?

De acordo com informações da Jovem Pan, a base principal para o indeferimento das denúncias de assédio sexual foi estritamente técnica e relacionada à jurisdição do processo. O juiz distrital Lewis Liman, responsável por analisar o caso em um tribunal de Manhattan, avaliou que a atriz utilizou uma lei específica do estado da Califórnia para fundamentar sua queixa. No entanto, a suposta conduta ilícita teria ocorrido em outra localidade, o que invalida a aplicação da legislação californiana para este aspecto específico do processo judicial.

No sistema jurídico dos Estados Unidos, a escolha da jurisdição é um elemento fundamental para o andamento de um litígio civil. Diferente do Brasil, onde as relações trabalhistas são unificadas nacionalmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o modelo americano permite variações significativas de leis e proteções entre os estados. Como a equipe jurídica precisava comprovar que as violações ocorreram sob a tutela daquele território específico da Califórnia, o magistrado distrital não teve outra alternativa técnica senão invalidar essa porção da denúncia. O caso também foi noticiado pelo portal UOL, reforçando que a Justiça norte-americana rejeitou as alegações centrais da protagonista contra o diretor da obra. Esta decisão representa uma vitória inicial para a defesa, embora o processo legal como um todo ainda não tenha sido totalmente encerrado.

Quais foram os argumentos apresentados pelas defesas?

Durante uma audiência realizada no dia 22 de janeiro, os advogados de ambas as partes apresentaram suas visões sobre o que ocorreu nos bastidores do longa-metragem lançado em 2024. A defesa de Justin Baldoni, liderada pelo advogado Jonathan Bach, solicitou o arquivamento das acusações minimizando a gravidade dos eventos narrados pela acusação. O representante legal argumentou formalmente no tribunal que a queixa da atriz estava sustentada no que ele classificou estritamente como “pequenas ofensas”.

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Segundo a tese de Jonathan Bach, esses atritos considerados triviais pela defesa, mesmo quando analisados em conjunto, não possuíam peso jurídico ou factual suficiente para configurar um ambiente de trabalho hostil. A caracterização de um ambiente hostil sob a ótica da jurisprudência exige a comprovação de que o comportamento alterou as condições de emprego da vítima. A estratégia da defesa focou em descaracterizar a narrativa de assédio sistemático, reduzindo os conflitos a meras divergências corriqueiras em produções cinematográficas.

Por outro lado, a equipe jurídica da protagonista buscou demonstrar um padrão de comportamento inadequado por parte do diretor. A advogada de Blake Lively, Esra Hudson, contrapôs a tese da defesa afirmando que Baldoni ultrapassou os limites profissionais em diversas ocasiões durante as filmagens. Como exemplo de conduta inapropriada, a representante legal destacou que o diretor frequentemente se desviava do roteiro original previamente aprovado, inserindo conteúdos adicionais de forma não consensual durante a execução das cenas principais.

O que muda para Blake Lively e quais são os próximos passos?

Apesar do revés significativo em relação à acusação primária de assédio sexual, a decisão do juiz Lewis Liman não encerra completamente as possibilidades jurídicas para a atriz. O magistrado federal deixou claro em sua determinação que existem outros caminhos legais que ainda podem ser explorados no tribunal, permitindo que a equipe de acusação reformule suas queixas com base em outros fundamentos do direito trabalhista e civil.

Conforme os autos do processo, a Justiça permitiu a continuidade de ações alternativas. Abaixo, estão os recursos legais que a equipe da atriz ainda pode acionar no andamento do litígio:

  • Abertura de uma ação formal de retaliação diretamente contra a produtora Wayfarer Studios, empresa de produção pertencente a Justin Baldoni.
  • Prosseguimento de uma ação de cunho contratual por quebra de acordos pré-estabelecidos entre as partes.
  • Formulação de uma ação de cumplicidade envolvendo diversos outros réus que participaram da elaboração do longa-metragem.

O desfecho desta fase preliminar do julgamento em Manhattan ilustra a complexidade de litígios envolvendo figuras da indústria do entretenimento, especialmente quando as disputas englobam a interpretação de leis estaduais em face de produções que ocorrem em múltiplas localidades. O drama romântico “É Assim Que Acaba” baseia-se na obra da escritora Colleen Hoover, um dos maiores fenômenos de vendas recentes também no mercado editorial brasileiro, o que gerou ampla expectativa do público nacional. Agora, a revelação de que os protagonistas enfrentaram batalhas jurídicas severas lança uma nova perspectiva sobre os bastidores da obra.

A Justiça dos Estados Unidos seguirá analisando as petições restantes e os desdobramentos contratuais. Caberá agora à equipe de Blake Lively reformular sua estratégia jurídica, concentrando esforços na ação contra a produtora, enquanto Justin Baldoni foca em defender sua conduta profissional frente às alegações de cumplicidade.

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