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Itália fora da Copa pode gerar perda de até 30 milhões de euros à federação

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Jogadores da seleção italiana cabisbaixos e desolados no gramado após eliminação em campo de futebol.
Foto: g_u / flickr (by-sa)

A Itália ficou fora da Copa do Mundo após a eliminação para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia, em informação publicada nesta terça-feira, 1º de abril de 2026. Com a ausência no torneio, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) estima uma perda de receita de até 30 milhões de euros, somando multas contratuais, premiação não recebida e queda em receitas comerciais. De acordo com informações do GE, o impacto financeiro se soma ao revés esportivo de a seleção italiana ficar fora de três Copas do Mundo consecutivas.

Embora o prejuízo recaia diretamente sobre a federação italiana, o caso também repercute no mercado global do futebol, que inclui clubes, patrocinadores e empresas de material esportivo com atuação no Brasil. A Copa é uma vitrine comercial internacional, e a ausência de uma seleção tradicional afeta o interesse de audiência, licenciamento e ativações de marcas em diferentes países.

Segundo o texto, o prejuízo está dividido em três frentes principais: penalidades previstas em contratos de patrocínio, ausência de premiação por participação no Mundial e frustração de receitas com produtos licenciados, ingressos e novos acordos comerciais. A estimativa total foi apresentada pela própria FIGC após a eliminação.

Como a FIGC calcula a perda de até 30 milhões de euros?

A maior parte da conta envolve cláusulas contratuais acionadas por desempenho esportivo abaixo do esperado. A reportagem cita que a Gazzetta dello Sport usa o termo “malus” para se referir a esse tipo de penalidade. Nesse item, a FIGC calcula uma perda de 9,5 milhões de euros, valor apontado como equivalente a cerca de R$ 57,1 milhões no texto original.

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Além disso, a federação italiana projetava arrecadar 10 milhões de euros com a venda de camisas oficiais, ingressos e outros produtos licenciados. A expectativa estava ligada, principalmente, ao potencial comercial do mercado norte-americano e ao impulso que a disputa do torneio poderia trazer para a comercialização de produtos e serviços ligados à seleção. A próxima Copa será disputada em Estados Unidos, Canadá e México, o que amplia o peso comercial do torneio para federações e patrocinadores.

  • 9,5 milhões de euros em penalidades contratuais por desempenho esportivo
  • 10 milhões de euros em receitas comerciais que deixariam de ser obtidas
  • Pelo menos 9 milhões de euros pela ausência na fase de grupos da Copa

Qual é o impacto da ausência na premiação da Copa do Mundo?

Sem a classificação para o torneio, a Itália deixa de receber ao menos 9 milhões de euros previstos para a participação na fase de grupos. O texto também informa que os valores aumentam conforme as seleções avançam na competição, o que amplia o tamanho da perda potencial ao longo do campeonato.

De acordo com a reportagem mencionada, as seleções que passam da fase de grupos receberiam 11 milhões de euros. Já os times que chegassem às oitavas de final teriam direito a 14 milhões de euros, os classificados às quartas embolsariam 18 milhões de euros, e os campeões poderiam alcançar até 45 milhões de euros em premiação.

  • 9 milhões de euros por participar da fase de grupos
  • 11 milhões de euros para quem avança da fase de grupos
  • 14 milhões de euros para as oitavas de final
  • 18 milhões de euros para as quartas de final
  • Até 45 milhões de euros para o campeão

Por que a eliminação agrava a crise esportiva da seleção italiana?

Além do efeito financeiro, a eliminação aprofunda a crise esportiva da seleção. O texto destaca que a Itália se tornou a primeira campeã mundial a ficar fora de três edições consecutivas da Copa do Mundo. Esse cenário amplia a pressão sobre a estrutura esportiva da seleção e aumenta o peso simbólico da ausência em um torneio de alcance global.

Para o público brasileiro, o caso chama atenção por envolver uma das camisas mais tradicionais do futebol mundial e por mostrar como resultados esportivos afetam diretamente as contas de uma federação. Em um ambiente em que seleções e confederações dependem cada vez mais de patrocínio, direitos comerciais e exposição internacional, derrotas desse porte têm reflexos que vão além do campo.

A reportagem ainda observa que os italianos poderiam ter encontrado um grupo considerado relativamente acessível, com Canadá, Catar e Suíça. Também é lembrado que, além dos dois primeiros colocados de cada chave, os oito melhores terceiros avançariam ao mata-mata, o que torna a eliminação ainda mais sentida sob a ótica esportiva e comercial.

Assim, a ausência da Itália no Mundial reúne dois efeitos imediatos: compromete receitas previstas pela federação e reforça a dimensão do fracasso esportivo apontado após a queda na repescagem europeia. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que a estimativa de até 30 milhões de euros ganhou destaque no noticiário esportivo internacional.

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