
A deputada federal Duda Salabert (MG) anunciou oficialmente na terça-feira, 31 de março de 2026, sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o consequente retorno aos quadros do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). A mudança de sigla foi efetuada durante a chamada janela partidária, mecanismo eleitoral que permite a transição de parlamentares sem perda do mandato. Duda representa Minas Gerais na Câmara dos Deputados, uma das maiores bancadas da Casa.
De acordo com informações do Poder360, a movimentação política ocorreu na reta final do prazo legal estabelecido pelo calendário eleitoral. Esse período garante aos parlamentares com mandato vigente o direito de trocar de partido sem perder seus respectivos cargos no Legislativo. Dessa forma, a parlamentar mineira não sofrerá punição por infidelidade partidária e passará a reforçar imediatamente a bancada de sua nova sigla na Câmara dos Deputados.
Quais foram os motivos para a troca de legenda?
A decisão foi descrita pela própria parlamentar como uma busca por maior alinhamento político e ideológico. Para a deputada, a filiação ao PSOL não é apenas uma formalidade, mas um movimento natural para integrar um projeto com o qual possui maior afinidade neste momento.
“É o momento de voltar às origens. Acredito em um projeto de esquerda mais amplo, coeso e que não se prenda a agendas que não fazem sentido”
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Apesar da separação política, a transição ocorreu de maneira amigável e consensual. A representante mineira aproveitou a oportunidade para registrar agradecimento ao partido anterior, destacando a importância da legenda trabalhista na construção de parte significativa de sua trajetória pública recente.
“A política tem dessas coisas: mudar para recomeçar. Sigo levando, por onde for, o trabalhismo e tudo o que aprendi”
Como o anúncio foi comunicado aos eleitores?
Conforme relata a Jovem Pan, a estratégia escolhida para divulgar a decisão ao público envolveu a publicação de um vídeo em suas redes sociais oficiais. Durante o material audiovisual, foi exibida a frase “Mudar de lugar, não de lado”, sinalizando que sua base de atuação permanecerá no mesmo espectro político.
No mesmo vídeo, a deputada recorreu a um tom mais lírico para explicar o retorno à sigla que marcou o início de sua projeção nacional.
“Tem caminhos que não são escolha, são reencontros. Eu não quero só o pão, quero também a poesia”
Qual é o histórico eleitoral da parlamentar nestes partidos?
A relação de Duda Salabert com ambas as siglas é marcada por recordes de votação em Minas Gerais. O histórico documentado pela imprensa mostra como sua força eleitoral se manifestou nas urnas ao longo dos últimos anos:
- No PSOL (2018): em sua passagem anterior pela legenda, concorreu ao cargo de senadora. Mesmo sem vitória no pleito, registrou a maior votação da história da sigla em Minas Gerais, com 351.874 votos. Por divergências internas, deixou o partido em 2019.
- No PDT (2020): após ingressar na nova legenda, disputou as eleições municipais e se tornou a vereadora mais votada de Belo Horizonte, com 37.613 votos.
- Nas eleições gerais (2022): mantendo a filiação ao PDT, foi eleita para a Câmara dos Deputados, garantindo uma cadeira no Congresso Nacional.
Com a concretização do movimento durante a atual janela partidária, encerra-se o ciclo da parlamentar no PDT e tem início uma nova fase de atuação legislativa no Partido Socialismo e Liberdade. A janela partidária é prevista na legislação eleitoral brasileira e costuma concentrar rearranjos nas bancadas às vésperas das eleições.